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Construção· 05 de julho de 2026· 2 min de leitura

Instalação em pavilhão de Niemeyer recria arquitetura de Brasília em SP

O estúdio Debaixo do Bloco Arquitetura criou uma mostra imersiva no Pavilhão da Bienal, em São Paulo, que evoca a paisagem e os elementos construtivos da capital federal.

Por Rafael Barcelar· Engenheiro (CREA-MG)
Instalação em pavilhão de Niemeyer recria arquitetura de Brasília em SP

Uma instalação arquitetônica no Pavilhão da Bienal, projetado por Oscar Niemeyer no Parque Ibirapuera, em São Paulo, busca condensar a paisagem, a arquitetura e a atmosfera de Brasília. A mostra, desenvolvida pelo estúdio Debaixo do Bloco Arquitetura, com a assinatura de seu fundador Clay Rodrigues, oferece uma experiência imersiva em escala doméstica dentro do icônico edifício modernista.

O projeto expositivo, concebido para o interior do pavilhão, é composto por uma série de pilotis, superfícies curvas e planos contínuos. Estes elementos, que remetem diretamente aos traços característicos da obra de Niemeyer e da arquitetura de Brasília, foram reorganizados para criar um novo ambiente, provocando uma leitura diferente do espaço.

A escolha do Pavilhão da Bienal como local não é aleatória. A estrutura, uma das mais emblemáticas de Niemeyer em São Paulo, estabelece um diálogo intrínseco com a proposta. A instalação se insere em um contexto modernista preexistente, reforçando e reinterpretando os princípios que guiaram a construção de Brasília.

A experiência busca transportar o visitante para a capital federal, sem replicá-la literalmente. Em vez disso, ela destila a essência da cidade, como a monumentalidade suavizada pela leveza das formas e a integração entre arquitetura e paisagem, elementos fundamentais no projeto urbanístico de Lúcio Costa e arquitetônico de Niemeyer para Brasília.

Para profissionais da engenharia e da arquitetura, a instalação representa um estudo interessante sobre a manipulação do espaço, a relação entre o macro e o micro, e a reinterpretação de um legado arquitetônico. A utilização de pilotis, por exemplo, não é apenas um elemento estético, mas uma solução estrutural que libera o térreo, conceito amplamente explorado por Niemeyer.

A mostra convida à reflexão sobre como os princípios modernistas podem ser aplicados e revisitados em diferentes escalas e contextos. Ela oferece uma oportunidade de analisar a materialidade, a luz e as formas que definem a arquitetura brasileira, e como esses elementos continuam a inspirar novas abordagens no design e na construção.

Com informações de Dezeen.

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