Light protocola pedido para encerrar recuperação judicial no RJ
A companhia de energia elétrica Light protocolou nesta quarta-feira (15) o pedido de encerramento de sua recuperação judicial, alegando cumprimento das obrigações do plano aprovado.

A Light, concessionária de energia que atua no Rio de Janeiro, solicitou nesta quarta-feira (15) o encerramento de sua recuperação judicial. A empresa comunicou ao mercado que cumpriu as principais obrigações previstas em seu plano de reestruturação. O pedido foi formalizado junto à 3ª Vara Empresarial da Comarca da Capital do Estado do Rio de Janeiro.
A recuperação judicial é um instrumento legal que permite a empresas em dificuldades financeiras renegociar dívidas e reestruturar suas operações, buscando evitar a falência. Para uma companhia de infraestrutura como a Light, que presta serviço essencial de distribuição de energia elétrica, o processo visou garantir a continuidade da operação e a estabilidade do fornecimento enquanto a empresa buscava equacionar seus passivos.
Durante o período de recuperação, a capacidade de investimento da Light em sua infraestrutura de rede, que inclui linhas de transmissão e distribuição, subestações e equipamentos, foi naturalmente impactada. A instabilidade financeira pode dificultar a obtenção de crédito e a execução de projetos de modernização e expansão necessários para atender à demanda crescente e melhorar a qualidade do serviço.
O encerramento do processo de recuperação judicial, caso seja deferido pela Justiça, representa um marco importante na trajetória da Light. A medida sinaliza uma melhora na saúde financeira da empresa e no seu perfil de risco, o que é fundamental para a atração de novos investimentos e para a retomada de projetos de engenharia e infraestrutura elétrica.
Para os profissionais da engenharia e gestores de infraestrutura, a saída da Light do regime de recuperação judicial pode se traduzir em maior previsibilidade e no potencial para a retomada de grandes projetos. Isso inclui investimentos em expansão da rede, digitalização de sistemas, manutenção preventiva e melhorias na resiliência do sistema elétrico, impactando diretamente a cadeia de fornecedores e prestadores de serviços do setor.
Com informações de Agência iNFRA.
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