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Construção· 02 de outubro de 2026· 1 min de leitura

Londres escava túnel de 2,2 km sob o Tâmisa para cabos de alta tensão

Equipe de engenharia utiliza máquina de 271 toneladas para enterrar rede elétrica e evitar novas torres na paisagem do rio Tâmisa.

Por Rafael Barcelar· Engenheiro (CREA-MG)
Londres escava túnel de 2,2 km sob o Tâmisa para cabos de alta tensão

Uma tuneladora de 271 toneladas está operando nas profundezas do rio Tâmisa, em Londres, para abrir uma passagem subterrânea dedicada exclusivamente à transmissão de energia elétrica. O projeto liderado pela National Grid substitui a necessidade de erguer novas torres de alta tensão na superfície, preservando a paisagem ao longo do trajeto fluvial.

A escavação compreende um trecho de 2,2 quilômetros de extensão, desenhado para abrigar circuitos elétricos fundamentais para o sistema de distribuição da região metropolitana. A escolha pelo método não destrutivo com o uso de uma tuneladora de grande porte visa minimizar os impactos urbanos e ambientais na superfície durante a implantação da infraestrutura.

A operação do equipamento exige rigor técnico no controle de recalques e na estabilização do solo sob o leito do rio. Engenheiros geotécnicos monitoram em tempo real a pressão da face de escavação e a injeção de calda de cimento para garantir a integridade estrutural do maciço terroso ao longo de todo o traçado subterrâneo.

A adoção de túneis utilitários para cabos de alta tensão representa uma tendência em grandes centros urbanos que enfrentam restrições severas de espaço na superfície. Além de eliminar o impacto visual de novas estruturas aéreas, a rede subterrânea fica menos exposta a intempéries e falhas mecânicas externas.

Para o setor de infraestrutura e engenharia pesada, a obra demonstra a viabilidade técnica de intervenções complexas de tunelamento em áreas densamente ocupadas e ambientalmente sensíveis. Os próximos meses exigirão precisão milimétrica na conclusão da escavação e na subsequente instalação dos cabos elétricos no interior do duto.

Com informações de uai.com.br.

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