Madeira engenheirada: mercado de R$ 2,6 tri até 2035 com códigos de mass-timber
Previsão aponta crescimento impulsionado por normas para madeira em massa e contabilidade de carbono na construção civil.
O mercado global de madeira engenheirada deve ultrapassar US$ 521 bilhões (aproximadamente R$ 2,6 trilhões) até 2035. Essa expansão é impulsionada por fatores como a adoção crescente de códigos de construção que permitem o uso de madeira em massa (mass-timber) e a maior atenção à contabilidade de carbono no setor de construção civil.
O mass-timber, que utiliza peças de madeira de grande porte coladas, como CLT (Cross-Laminated Timber) e glulam, ganha espaço como alternativa sustentável ao concreto e aço. Sua leveza, rapidez de montagem e menor pegada de carbono são diferenciais importantes.
A contabilidade de carbono, que mede e relata as emissões de gases de efeito estufa associadas a um projeto, também incentiva o uso de materiais de construção com menor impacto ambiental, como a madeira.
O relatório que projeta essa expansão destaca que a evolução das normas técnicas e a conscientização sobre sustentabilidade são os principais vetores de crescimento. A expectativa é que a madeira engenheirada se torne um componente ainda mais relevante nas edificações.
Essa tendência reflete um movimento global em direção a práticas construtivas mais verdes e eficientes. A capacidade da madeira de sequestrar carbono durante seu crescimento adiciona um benefício ambiental significativo, alinhando-se às metas de descarbonização de diversos países.
O setor de madeira engenheirada tem investido em pesquisa e desenvolvimento para aprimorar a resistência, durabilidade e segurança de seus produtos, garantindo que atendam aos rigorosos requisitos das normas de construção.
Para os profissionais da engenharia e construção, a ascensão do mass-timber representa uma oportunidade de inovar em projetos, otimizar prazos e reduzir o impacto ambiental das obras.
A previsão de mercado sugere que a madeira engenheirada não é apenas uma tendência passageira, mas uma mudança estrutural na forma como concebemos e realizamos a construção civil no futuro.
Com informações de EIN News.
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