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Infraestrutura· 21 de julho de 2026· 1 min de leitura

Maersk e MSC acionam Cade em meio a disputa por terminal no Porto de Santos

As gigantes Maersk e MSC notificaram o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) sobre uma potencial reorganização societária da Brasil Terminal Portuário (BTP), operadora de um dos maiores terminais de contêineres do Porto de Santos.

Redação Giro Engenharia
Maersk e MSC acionam Cade em meio a disputa por terminal no Porto de Santos

As gigantes globais Maersk e MSC notificaram o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) sobre uma potencial reorganização societária na Brasil Terminal Portuário (BTP), operadora do segundo maior terminal de contêineres do Porto de Santos, em São Paulo. A movimentação reflete a busca das companhias por reconfigurações estratégicas no setor portuário brasileiro.

A APM Terminals, subsidiária da Maersk, formalizou a notificação ao Cade, buscando autorização prévia para uma eventual transação. Embora os termos exatos da operação não tenham sido totalmente divulgados, a iniciativa sinaliza uma manobra estratégica significativa por parte das empresas.

A Agência iNFRA apurou que a ação junto ao órgão antitruste ocorre em meio a uma possível disputa pelo Tecon 10. Esse cenário ressalta a crescente competitividade e a ambição de consolidar ativos estratégicos no principal porto do país, um dos mais movimentados da América Latina.

A BTP detém uma posição crucial no Porto de Santos. Como o segundo maior terminal de contêineres do complexo, é responsável pela movimentação de um volume expressivo de cargas, conferindo grande impacto a qualquer alteração em sua estrutura de controle ou participação societária.

Cabe agora ao Cade analisar a operação sob a ótica da defesa da concorrência. O conselho buscará assegurar que a reorganização societária não gere concentração excessiva de mercado nem prejuízos à competitividade e à livre concorrência no setor portuário brasileiro.

A decisão do Cade será um balizador importante para o setor de infraestrutura e logística. O desfecho pode influenciar futuras estratégias de investimento e consolidação no segmento de terminais de contêineres, especialmente em portos de grande movimentação como Santos, impactando a dinâmica de custos e serviços aos usuários e a competitividade geral do mercado.

Com informações de Agência iNFRA.

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