Melhores softwares de projeto hidrossanitário: como escolher
A boa ferramenta dimensiona água fria, água quente e esgoto pela norma e gera prancha e material, não só desenha tubo.
O melhor software de projeto hidrossanitário é o que dimensiona água fria, água quente, esgoto e águas pluviais pelas normas brasileiras e ainda entrega prancha, isométrico e lista de material. Desenhar tubo qualquer CAD faz, e o valor está em calcular diâmetro, declividade e verificação de acordo com a NBR 5626 e a NBR 8160 sem você refazer tudo à mão.
Separe duas abordagens antes de escolher. Uma é desenhar no CAD genérico e calcular por fora, em planilha. A outra é usar um software dedicado que já entende o que é um ramal, uma coluna e um aparelho, e dimensiona a rede a partir disso. A primeira dá liberdade e trabalho, a segunda dá velocidade e método.
CAD genérico com biblioteca
Muita gente ainda projeta instalações em CAD 2D com blocos de peças e calcula os diâmetros em planilha à parte. Funciona, é barato e flexível, e para projeto pequeno ou para quem domina o cálculo pode bastar. O risco é a desconexão, porque o desenho não sabe o que foi dimensionado, então qualquer mudança de layout obriga a recalcular na mão e a prancha pode ficar defasada do memorial.
Essa abordagem também sobrecarrega a compatibilização. Sem um modelo que enxergue a rede inteira, cruzamentos com estrutura e com outras instalações aparecem tarde, muitas vezes na obra. Para quem faz volume, o custo escondido dessas revisões manuais costuma superar a economia de não pagar por um software específico.
Software dedicado a instalações
Os programas voltados a instalações prediais trabalham com a lógica da rede. Você lança os aparelhos e o traçado, e o software dimensiona os trechos, verifica pressão e velocidade, calcula a declividade do esgoto e emite isométrico, quantitativo e memorial. No Brasil existem ferramentas nacionais focadas nisso, que seguem as normas locais e integram água, esgoto, gás e às vezes elétrica no mesmo projeto. Confirme quais normas e quais versões a ferramenta cobre antes de assinar.
Alguns fluxos hoje usam plataformas BIM com módulos ou extensões para instalações, o que ajuda na compatibilização tridimensional com estrutura e arquitetura. É mais poderoso e mais exigente, porque pede modelo bem feito das outras disciplinas e mais tempo de montagem. Vale para projeto complexo e coordenado, e para uma casa térrea costuma ser esforço além do necessário.
Como escolher
Decida pelo volume e pelo tipo de obra. Projetista que faz muitas unidades ganha com um software dedicado que dimensiona e documenta de uma vez. Quem faz projeto eventual e domina o cálculo pode seguir no CAD com planilha por mais tempo. Em qualquer caso, teste com um projeto real e confira se o dimensionamento bate com o seu critério e com a norma vigente, porque o software erra quando é mal configurado e a responsabilidade da ART continua sua.
Perguntas frequentes
Preciso de software específico ou dá para usar CAD comum?
Dá para usar CAD comum e calcular à parte, principalmente em projeto pequeno. O software específico ganha quando você faz volume, porque dimensiona e documenta junto e reduz o retrabalho de recalcular a cada mudança de layout.
O software dimensiona sozinho pela norma?
Ele dimensiona a partir dos dados que você lança e dos critérios que configura. A norma está embutida, mas o engenheiro precisa entender as hipóteses e conferir o resultado. O programa acelera, não assume a responsabilidade técnica.
Dá para fazer instalações dentro de uma plataforma BIM?
Dá, com módulos ou extensões voltados a instalações. O ganho é a compatibilização tridimensional com estrutura e arquitetura. Exige, em troca, modelos bem feitos das outras disciplinas e mais tempo de preparo.
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