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Energia· 05 de novembro de 2026· 1 min de leitura

Mineração no Pará automatiza mineroduto de 338 km e corta frota

A Artemyn implementou sistema remoto de monitoramento em duto de caulim no Pará, reduzindo em 61,5% o consumo de combustível nas vistorias.

Por Rafael Barcelar· Engenheiro (CREA-MG)
Mineração no Pará automatiza mineroduto de 338 km e corta frota

A mineradora Artemyn concluiu a implantação de um sistema de automação para o monitoramento de um mineroduto de 338 quilômetros localizado no estado do Pará. A tecnologia foi desenvolvida para acompanhar de forma remota os equipamentos de proteção contra corrosão ao longo da tubulação, substituindo grande parte das inspeções que antes exigiam o deslocamento constante de equipes por terra.

Com a mudança operacional, a empresa registrou uma queda de 61,5% no consumo de combustível utilizado nas vistorias de campo. Na prática, a iniciativa eliminou cerca de 47 mil quilômetros em deslocamentos rodoviários por ano, reduzindo a exposição dos profissionais aos riscos logísticos e operacionais típicos das inspeções de grandes extensões lineares.

O mineroduto é o ativo central para o escoamento da produção de caulim da companhia na região norte do país. Sistemas de proteção catódica e controle de integridade exigem checagens periódicas rigorosas para evitar falhas estruturais e paradas não programadas no fluxo de transporte do minério.

Eficiência operacional

Além da economia direta com combustíveis fósseis e manutenção de veículos, a digitalização dos pontos de controle aumentou a disponibilidade operacional do duto. A transmissão remota de dados permite à engenharia de manutenção agir preventivamente com base em telemetria, em vez de depender apenas de rondas presenciais.

A adoção de tecnologias de monitoramento remoto em ativos lineares de grande porte consolida-se como uma diretriz para gestores de infraestrutura que buscam cortar custos operacionais e mitigar emissões no transporte de minérios.

Com informações de Click Petróleo e Gás.

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