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Infraestrutura· 11 de setembro de 2026· 2 min de leitura

MME destina R$ 1,6 bi da CDE para o Luz para Todos em 2027

Ministério de Minas e Energia abre consulta pública para definir o orçamento do programa e estipula meta de atender quase 68 mil novas unidades.

Por Rafael Barcelar· Engenheiro (CREA-MG)
MME destina R$ 1,6 bi da CDE para o Luz para Todos em 2027

O Ministério de Minas e Energia abriu consulta pública para definir a proposta orçamentária do programa Luz para Todos no exercício de 2027. A pasta planeja direcionar R$ 1,61 bilhão proveniente da Conta de Desenvolvimento Energético para financiar a expansão da rede elétrica em áreas remotas do país. O processo de consulta busca coletar contribuições técnicas do setor elétrico e da sociedade civil antes da consolidação final dos recursos.

A meta estabelecida para o período é conectar até 67,8 mil novas unidades consumidoras que ainda não possuem acesso à eletricidade. O programa prioriza regiões isoladas e localidades de baixa densidade demográfica, onde a extensão da rede convencional enfrenta barreiras de viabilidade econômica e desafios logísticos severos.

O prazo estipulado pelo ministério para o envio de contribuições, críticas e sugestões à proposta é de 15 dias corridos. Os documentos detalhando a destinação dos recursos da Conta de Desenvolvimento Energético estão disponíveis nos canais oficiais da pasta para análise de concessionárias, especialistas e agentes da infraestrutura energética.

Para o engenheiro e o gestor do setor elétrico, o planejamento antecipado do orçamento permite dimensionar a cadeia de suprimentos e os contratos de construção de redes de distribuição. A definição prévia dos montantes garante maior previsibilidade para as equipes de campo que executam as obras de extensão de linhas e instalação de transformadores.

A Conta de Desenvolvimento Energético funciona como o principal encargo setorial brasileiro para custear políticas públicas de universalização do serviço de energia. O repasse bilionário assegura o suporte financeiro necessário para que as concessionárias cumpram as metas de atendimento em zonas rurais e periferias urbanas isoladas.

A participação de empresas e profissionais na consulta pública ajuda a calibrar os custos estimados por unidade consumidora atendida. As contribuições técnicas evitam distorções nos orçamentos de engenharia e asseguram que os valores previstos cubram os desafios reais de implantação de infraestrutura em regiões de difícil acesso.

Com informações de Agência iNFRA.

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