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Mobilidade· 20 de maio de 2026· 1 min de leitura

Motos concentram 77% dos acidentes de trânsito na Grande Recife; mototáxis agravam quadro

Diretor do SAMU local aponta alta incidência de motocicletas em ocorrências de trauma, com mototáxis exacerbando o problema.

Redação Giro Engenharia
Motos concentram 77% dos acidentes de trânsito na Grande Recife; mototáxis agravam quadro

As motocicletas já são responsáveis por uma parcela expressiva de 77% das ocorrências de trânsito registradas na Região Metropolitana do Recife. A informação foi divulgada pelo diretor do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) da localidade, que classificou os veículos de duas rodas como os "monopolizadores" do trauma na região.

Segundo o gestor, a situação é agravada pela atuação dos mototáxis. Ele os descreve como "aceleradores" do problema, indicando que a atividade, em muitos casos, contribui para o aumento da gravidade e da frequência dos acidentes. A declaração surge em um contexto de discussões sobre a regulamentação e as exigências para motofretistas e mototaxistas no país.

Recentemente, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva promoveu alterações nas regras para esses profissionais, flexibilizando algumas exigências, como a idade mínima para o exercício da atividade. Contudo, a elevada taxa de sinistralidade com motocicletas na capital pernambucana demonstra que a questão da segurança viária para esses veículos transcende a mera regulamentação profissional.

A predominância de motos em acidentes levanta debates sobre a infraestrutura urbana, a fiscalização e a necessidade de campanhas de conscientização mais eficazes voltadas para motociclistas. A análise do SAMU sugere que a dinâmica do trânsito na Grande Recife exige atenção especial ao comportamento e à operação desses veículos.

O alto índice de 77% em ocorrências de trânsito coloca em xeque a segurança dos deslocamentos por motocicleta na região. A concentração de traumas nesses veículos demanda uma avaliação aprofundada das causas e a implementação de medidas corretivas que vão além da fiscalização rotineira.

A classificação dos mototáxis como "aceleradores" do problema aponta para a urgência de se discutir não apenas a regulamentação da profissão, mas também práticas de condução mais seguras e a responsabilidade dos operadores no trânsito.

Com informações de Diario do Transporte.

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