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Construção· 23 de junho de 2026· 1 min de leitura

Mulheres são 11,5% na construção, mas lideram 60% dos cargos no Confea/Crea

A participação feminina na construção civil brasileira cresce, mas ainda é minoritária, enquanto mulheres ocupam a maioria dos cargos de liderança no Sistema Confea/Crea.

Redação Giro Engenharia
Mulheres são 11,5% na construção, mas lideram 60% dos cargos no Confea/Crea

A presença feminina na construção civil brasileira tem apresentado crescimento nos últimos anos, embora a representação das mulheres ainda seja minoritária no setor. Segundo dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) de 2024, as mulheres correspondem a 11,5% da força de trabalho da construção.

Este percentual, apesar de indicar uma expansão, mostra que a inserção feminina em canteiros e escritórios de engenharia ainda tem um longo caminho a percorrer para alcançar a equidade de gênero. No entanto, o cenário muda consideravelmente em esferas de gestão e regulamentação da profissão.

No Sistema Confea/Crea, que é o responsável pelo registro e pela fiscalização das profissões da engenharia e áreas tecnológicas no Brasil, mais de 60% dos cargos de liderança são ocupados por mulheres. Este dado revela uma forte presença feminina em posições estratégicas de decisão e governança do setor.

Apesar dos avanços e da ocupação de postos de destaque, o setor ainda enfrenta desafios significativos para promover a inclusão plena das mulheres em todas as suas frentes. A discussão sobre o tema ganha relevância especialmente em datas como o Dia Internacional das Mulheres na Engenharia, celebrado em 23 de junho.

A presença feminina é considerada crucial em uma área estratégica para o desenvolvimento do país, como a engenharia e a construção. A diversidade de perspectivas e habilidades contribui para a inovação e para a melhoria dos processos e resultados do setor.

Para os profissionais da engenharia e gestores da infraestrutura, a dinâmica atual aponta para a necessidade de observar e incentivar a ampliação da participação feminina em todos os níveis. O desafio é transformar o crescimento percentual em uma representatividade mais equitativa na base da força de trabalho, aproveitando a forte liderança feminina já estabelecida nas entidades reguladoras para impulsionar políticas e práticas de inclusão efetivas.

Com informações de CBIC - Câmara Brasileira da Indústria da Construção.

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