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Energia· 23 de julho de 2026· 2 min de leitura

Neoenergia Coelba mira 'gatonet' em 22 cidades da Bahia

A concessionária de energia intensifica o combate a fraudes e ligações clandestinas de internet em municípios baianos nesta semana.

Redação Giro Engenharia
Neoenergia Coelba mira 'gatonet' em 22 cidades da Bahia

A Neoenergia Coelba realiza nesta semana uma operação de combate a fraudes e ligações clandestinas de energia, conhecida como "Operação Gatonet", em 22 municípios da Bahia, incluindo Ilhéus. A ação visa coibir o desvio de energia para uso próprio e, principalmente, para a distribuição ilegal de sinal de internet, prática que gera perdas financeiras para a concessionária e compromete a segurança e a qualidade do fornecimento.

A iniciativa faz parte de um plano contínuo da Neoenergia Coelba para identificar e desmantelar conexões irregulares que sobrecarregam a rede elétrica e representam risco de acidentes. As equipes de fiscalização atuam em áreas previamente mapeadas com base em análises de consumo e denúncias, utilizando tecnologias para detectar alterações no padrão de uso da energia.

O termo "gatonet" se refere especificamente ao uso de energia desviada para alimentar redes de internet piratas, que oferecem serviços a baixo custo sem a devida regulamentação. Além do impacto econômico para a distribuidora, essa prática precariza a infraestrutura elétrica, provoca oscilações de tensão e pode causar curtos-circuitos e incêndios, colocando em perigo os moradores e os próprios operadores.

As fraudes e furtos de energia são um problema crônico no setor elétrico brasileiro, resultando em perdas anuais significativas para as concessionárias e, consequentemente, impactando a tarifa de todos os consumidores. A Neoenergia Coelba busca, com estas ações, reverter parte dessas perdas e garantir um serviço mais estável e seguro para a população regular.

Os responsáveis pelas ligações clandestinas estão sujeitos a penalidades legais, que incluem multas elevadas e até prisão, conforme o Código Penal. A concessionária também aplica a recuperação do consumo não faturado, cobrando retroativamente a energia utilizada de forma irregular, além de cortar o fornecimento e remover os equipamentos.

Para engenheiros e gestores da área de infraestrutura e energia, a Operação Gatonet sublinha a necessidade de sistemas de monitoramento mais robustos e o investimento em tecnologias antifraude. A persistência dessas irregularidades exige que projetos de redes elétricas considerem a resiliência contra desvios e que as concessionárias aprimorem suas estratégias de fiscalização e conscientização, visando a sustentabilidade do fornecimento e a segurança da rede como um todo.

Com informações de bocanews.com.br.

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