Nova presidente da ABRATE defende ajustes no planejamento para evitar gargalos em transmissão
Talita Porto, nova líder da associação, aponta a necessidade de sincronizar a expansão da geração renovável com a capacidade de escoamento da rede elétrica.

A rápida expansão das fontes renováveis no Brasil impõe um novo desafio ao setor elétrico: a necessidade de sincronizar o ritmo de crescimento da geração com a capacidade de escoamento das linhas de transmissão. A avaliação é de Talita Porto, recém-empossada presidente da Associação Brasileira das Empresas de Transmissão de Energia Elétrica (ABRATE).
Em entrevista ao Petronotícias, Porto destacou que o avanço acelerado da energia solar e eólica, embora positivo, exige um planejamento mais integrado para evitar que a infraestrutura de transmissão se torne um gargalo. A sobrecarga ou a falta de capacidade de levar a energia gerada ao consumidor final pode comprometer a segurança e a eficiência do sistema elétrico nacional.
A nova presidente da ABRATE ressaltou a importância de um diálogo contínuo entre os agentes do setor, incluindo geradores, transmissores e o poder concedente, para antecipar as necessidades de expansão da rede. A meta é garantir que o escoamento da energia renovável acompanhe a velocidade com que novas usinas são conectadas ao sistema.
O planejamento estratégico da expansão da transmissão precisa considerar não apenas a demanda atual, mas também as projeções futuras de geração, especialmente de fontes intermitentes. Isso envolve a identificação de áreas com alto potencial de geração e a priorização de investimentos em linhas de transmissão que conectem essas regiões aos centros de consumo.
Talita Porto também abordou a importância da modernização da rede existente, com a adoção de tecnologias que permitam um gerenciamento mais inteligente e flexível do fluxo de energia. A digitalização das subestações e o uso de sistemas de monitoramento em tempo real são exemplos de como a tecnologia pode otimizar a operação da rede.
A gestão de Porto na ABRATE buscará fortalecer a colaboração entre as empresas do setor para apresentar soluções conjuntas aos desafios regulatórios e de infraestrutura. A associação pretende atuar como um fórum para a troca de experiências e a proposição de políticas públicas que incentivem o desenvolvimento sustentável do setor de transmissão de energia.
Com informações de Petronoticias.
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