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Energia· 31 de outubro de 2026· 2 min de leitura

Nove usinas de etanol de milho prontas aguardam aval da ANP

Instalações novas ou ampliadas esperam liberação enquanto o setor opera com metade da capacidade no Centro-Sul.

Por Rafael Barcelar· Engenheiro (CREA-MG)
Nove usinas de etanol de milho prontas aguardam aval da ANP

Nove novas usinas de etanol de milho ou unidades com capacidade ampliada já estão com as obras concluídas, mas continuam paradas à espera de autorização oficial da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para iniciar a operação comercial. O impasse regulatório ocorre em um cenário em que o mercado nacional registra alta demanda por biocombustíveis e expansão contínua da produção agrícola voltada para a conversão de cereal em combustível.

Dados da consultoria StoneX revelam que o Centro-Sul do país utiliza atualmente apenas 49,6% da capacidade instalada de produção. Esse índice evidencia uma ociosidade expressiva no parque industrial do setor, mesmo diante do avanço dos volumes fabricados nas safras recentes e da necessidade de ampliar a oferta de energia renovável para a matriz de transporte.

A retenção de novas unidades prontas impacta diretamente o planejamento de investimentos das empresas do setor sucroenergético e de grãos. O processo de licenciamento e homologação junto ao órgão regulador federal costuma exigir análises técnicas rigorosas e vistoria de instalações, etapas que acabam estendendo o cronograma entre o fim dos canteiros de obras e o início efetivo da geração de receita.

Para o engenheiro e o gestor de infraestrutura industrial, a demora na liberação representa um custo de capital imobilizado elevado. O projeto concluído sem a devida chancela operacional retarda o retorno financeiro esperado pelos investidores e gera ociosidade forçada em ativos recém-construídos.

Impacto para o setor

O avanço do etanol de milho consolidou-se nos últimos anos como um motor de desenvolvimento regional no interior do país, especialmente em estados produtores de grãos. A entrada em operação das nove usinas represadas injetará um volume substancial de biocombustível no mercado interno, mas o ritmo dessa expansão agora depende exclusivamente da desobstrução dos trâmites burocráticos de liberação na esfera federal.

Com informações de Click Petróleo e Gás.

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