ONS admite 15 GW de geração e 5,7 GW de consumo para acesso à rede em 2026
O Operador Nacional do Sistema Elétrico aprovou 367 cadastramentos na 1ª Temporada de Acesso, conectando novos empreendimentos à Política Nacional de Acesso ao Sistema de Transmissão.

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) admitiu 367 cadastramentos para a 1ª Temporada de Acesso de 2026, totalizando 15 GW em projetos de geração e 5,7 GW em empreendimentos de consumo. Esta etapa é crucial para a conexão de novas instalações ao Sistema Interligado Nacional (SIN), sob a Política Nacional de Acesso ao Sistema de Transmissão (Pnast).
Do total de 404 cadastramentos recebidos pelo ONS, 90,8% foram admitidos, indicando a viabilidade técnica inicial dos projetos apresentados. Os empreendimentos agora avançam para as próximas fases de análise e planejamento.
Entre os cadastramentos admitidos, 288 referem-se a projetos de geração de energia, somando os 15 GW de capacidade. Estes incluem diversas fontes, como eólica, solar e hidrelétrica, que buscam integrar-se à infraestrutura de transmissão existente para escoar sua produção.
Os 79 cadastramentos restantes correspondem a empreendimentos de consumo, que representam 5,7 GW. Tais projetos geralmente envolvem grandes consumidores industriais ou comerciais que buscam conexão direta ao sistema de transmissão para otimizar o suprimento energético.
A 1ª Temporada de Acesso de 2026 é regida pela Política Nacional de Acesso ao Sistema de Transmissão (Pnast), instituída pelo Decreto 12.772 de 2025. Esta política visa organizar e padronizar o processo de conexão de novos agentes ao sistema, garantindo a segurança e a estabilidade da rede elétrica brasileira.
Para profissionais da engenharia e gestores de infraestrutura, o avanço desses projetos significa um aumento significativo na demanda por estudos de conexão, projetos de subestações e linhas de transmissão, além de obras de ampliação e reforço da rede. A integração de 20,7 GW (15 GW de geração mais 5,7 GW de consumo) exige um planejamento robusto e a coordenação entre ONS, empresas de transmissão e os novos agentes.
A admissão desses cadastramentos sinaliza a expansão contínua da capacidade energética do país, com impactos diretos no planejamento de longo prazo do setor elétrico. A efetivação dessas conexões dependerá da superação das etapas subsequentes de estudos técnicos e licenciamentos, que determinarão os prazos e custos finais para a integração ao SIN.
Com informações de MegaWhat.
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