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Energia· 10 de agosto de 2026· 1 min de leitura

ONS cancela corte emergencial e programa curtailment de até 22 GW

Operador desiste de medida drástica nas redes de distribuição e aposta em restrições operativas para equilibrar o sistema elétrico.

Por Rafael Barcelar· Engenheiro (CREA-MG)· atualizado em 11 de agosto de 2026
ONS cancela corte emergencial e programa curtailment de até 22 GW

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) desistiu de acionar o plano emergencial de redução da geração conectada às redes de distribuição, medida que havia sido comunicada previamente aos agentes do setor. A decisão foi tomada neste domingo, 9 de agosto, para evitar um corte drástico na ponta da cadeia e manter a estabilidade da rede sem recorrer ao protocolo mais severo de restrição.

Para equilibrar a oferta de geração e o consumo real sem precisar do acionamento de emergência, o órgão técnico programou restrições operativas do tipo curtailment. O volume previsto de corte temporário de produção chegou a atingir até 22 gigawatts (GW) em momentos de sobreoferta pontual no sistema interligado nacional.

O curtailment funciona como um mecanismo de contenção em que usinas, especialmente fontes solar e eólica, são temporariamente impedidas de injetar toda a sua capacidade de geração na rede de transmissão ou distribuição. A ferramenta evita a saturação das linhas e o desbalanço térmico ou de frequência nas subestações.

A manobra reflete o desafio crescente na operação do setor elétrico brasileiro diante da expansão acelerada da geração renovável intermitente. Dias de alta insolação ou ventos fortes somados a uma carga baixa de consumo exigem manobras rápidas da sala de controle para preservar a segurança operativa.

Para o gestor de ativos de geração e para o profissional da engenharia elétrica, a alta incidência de curtailment acende um alerta sobre a necessidade de maior flexibilidade operativa e armazenamento de energia. O episódio demonstra que a infraestrutura de transmissão ainda enfrenta gargalos para escoar picos de energia limpa, exigindo planejamento rigoroso nos canteiros e nas mesas de decisão das concessionárias.

Com informações de MegaWhat.

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