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Energia· 18 de junho de 2026· 2 min de leitura

ONS prevê mais acionamentos para gerenciar excesso de energia no SIN

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) indica que o plano emergencial para lidar com excedentes de geração será usado com maior frequência nos próximos anos, devido ao aprofundamento do vale da carga líquida.

Por Rafael Barcelar· Engenheiro (CREA-MG)· atualizado em 18 de julho de 2026
ONS prevê mais acionamentos para gerenciar excesso de energia no SIN

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) projeta um aumento na necessidade de acionamento do plano emergencial de gestão de excedentes de geração nos próximos anos. A medida se faz necessária diante do aprofundamento do vale da carga líquida no Sistema Interligado Nacional (SIN), um fenômeno que reflete a crescente participação de fontes renováveis na matriz energética brasileira.

Esta avaliação foi apresentada por Alexandre Zucarato, diretor de Planejamento do ONS. O vale da carga líquida ocorre quando a geração de energia, especialmente de fontes intermitentes como solar e eólica, excede a demanda de consumo em determinados períodos, geralmente durante o dia ou em horários de menor demanda.

O excesso de geração, embora positivo em termos de capacidade instalada e sustentabilidade, impõe desafios operacionais significativos ao sistema. A intermitência das fontes renováveis e a dificuldade de armazenamento em larga escala podem levar a situações onde a produção supera a capacidade de absorção da rede, exigindo intervenções para manter a estabilidade.

O plano emergencial do ONS busca mitigar esses riscos, acionando mecanismos para balancear a oferta e a demanda, o que pode incluir a redução temporária da geração de algumas usinas ou outras ações de gestão da rede. A expectativa é que esses acionamentos se tornem mais comuns à medida que novas usinas renováveis entram em operação e a estrutura de consumo não se adapta na mesma velocidade.

Para os profissionais da engenharia e gestores de infraestrutura, este cenário aponta para a urgência de investimentos em soluções de flexibilidade do sistema, como sistemas de armazenamento de energia (baterias), maior capacidade de transmissão para escoar a energia para onde há demanda, e aprimoramento na previsão e despacho de carga. O manejo eficiente desses excedentes será crucial para garantir a segurança e a confiabilidade do abastecimento elétrico nacional sem desperdício de recursos.

A consequência prática para o setor é a necessidade de desenvolver e implementar tecnologias e estratégias mais robustas para a integração de fontes renováveis, com foco na estabilidade da rede. Isso implica em maior demanda por projetos de engenharia que otimizem a infraestrutura existente e incorporem inovações para gerenciar o fluxo de energia de maneira mais dinâmica e responsiva, evitando perdas e garantindo a continuidade do fornecimento.

Com informações de MegaWhat.

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