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Energia· 18 de junho de 2026· 2 min de leitura

ONS prevê mais acionamentos para gerenciar excesso de energia no SIN

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) indica que o plano emergencial para lidar com excedentes de geração será usado com maior frequência nos próximos anos, devido ao aprofundamento do vale da carga líquida.

Redação Giro Engenharia
ONS prevê mais acionamentos para gerenciar excesso de energia no SIN

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) projeta um aumento na necessidade de acionamento do plano emergencial de gestão de excedentes de geração nos próximos anos. A medida se faz necessária diante do aprofundamento do vale da carga líquida no Sistema Interligado Nacional (SIN), um fenômeno que reflete a crescente participação de fontes renováveis na matriz energética brasileira.

Esta avaliação foi apresentada por Alexandre Zucarato, diretor de Planejamento do ONS. O vale da carga líquida ocorre quando a geração de energia, especialmente de fontes intermitentes como solar e eólica, excede a demanda de consumo em determinados períodos, geralmente durante o dia ou em horários de menor demanda.

O excesso de geração, embora positivo em termos de capacidade instalada e sustentabilidade, impõe desafios operacionais significativos ao sistema. A intermitência das fontes renováveis e a dificuldade de armazenamento em larga escala podem levar a situações onde a produção supera a capacidade de absorção da rede, exigindo intervenções para manter a estabilidade.

O plano emergencial do ONS busca mitigar esses riscos, acionando mecanismos para balancear a oferta e a demanda, o que pode incluir a redução temporária da geração de algumas usinas ou outras ações de gestão da rede. A expectativa é que esses acionamentos se tornem mais comuns à medida que novas usinas renováveis entram em operação e a estrutura de consumo não se adapta na mesma velocidade.

Para os profissionais da engenharia e gestores de infraestrutura, este cenário aponta para a urgência de investimentos em soluções de flexibilidade do sistema, como sistemas de armazenamento de energia (baterias), maior capacidade de transmissão para escoar a energia para onde há demanda, e aprimoramento na previsão e despacho de carga. O manejo eficiente desses excedentes será crucial para garantir a segurança e a confiabilidade do abastecimento elétrico nacional sem desperdício de recursos.

A consequência prática para o setor é a necessidade de desenvolver e implementar tecnologias e estratégias mais robustas para a integração de fontes renováveis, com foco na estabilidade da rede. Isso implica em maior demanda por projetos de engenharia que otimizem a infraestrutura existente e incorporem inovações para gerenciar o fluxo de energia de maneira mais dinâmica e responsiva, evitando perdas e garantindo a continuidade do fornecimento.

Com informações de MegaWhat.

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