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Energia· 17 de junho de 2026· 1 min de leitura

ONS prevê racionamento de energia por excesso de oferta

Diretor do Operador Nacional do Sistema Elétrico aponta que volume de energia gerada pode levar a cortes programados.

Redação Giro Engenharia
ONS prevê racionamento de energia por excesso de oferta

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) projeta a possibilidade de cortes programados no fornecimento de energia elétrica devido a um cenário de excesso de oferta. A declaração, feita por um diretor do órgão, sinaliza um paradoxo incomum no setor: a necessidade de restringir a geração ou o consumo por haver mais energia disponível do que o demandado.

Essa projeção indica um desafio operacional e de gestão para o ONS. O excesso de energia pode ocorrer por diversos fatores, como a alta produção de fontes renováveis intermitentes, como eólica e solar, em momentos de baixa demanda, ou por uma queda inesperada no consumo industrial e residencial.

Os cortes programados, também conhecidos como racionamento, são uma medida extrema para garantir a estabilidade do sistema elétrico. Eles visam evitar um colapso generalizado caso a demanda ultrapasse a capacidade de geração ou transmissão.

A situação descrita pelo diretor do ONS levanta questões sobre a eficiência da gestão da matriz energética e a necessidade de mecanismos mais ágeis para lidar com flutuações na oferta e demanda.

O órgão responsável pela coordenação e controle da operação do sistema interligado nacional tem a tarefa de equilibrar a geração e o consumo em tempo real, garantindo a segurança e a qualidade do suprimento de energia para todo o país.

Embora o excesso de energia possa parecer um problema positivo à primeira vista, ele pode gerar custos adicionais para o sistema, como a necessidade de descartar energia produzida ou de acionar usinas de forma não planejada para equilibrar a rede.

A análise detalhada das projeções do ONS e das causas que levam a esse cenário de superoferta será crucial para a definição de estratégias de longo prazo que otimizem a operação do setor elétrico brasileiro.

Com informações de Poder360.

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