ONS testa corte automático de até 3 GW em solar remota até o fim do ano
Operador Nacional do Sistema Elétrico prepara projeto-piloto para conter excesso de oferta de energia solar remota no país.

O Operador Nacional do Sistema Elétrico planeja implementar até o final deste ano um projeto-piloto para cortar automaticamente até 3 GW de geração em usinas solares remotas. A medida busca conter situações críticas de excesso de oferta de energia no SIN, o Sistema Interligado Nacional, diante da expansão acelerada da matriz fotovoltaica.
Batizado de Esquema Regional de Alívio de Geração, o sistema vai operar como uma camada adicional de segurança para o operador da rede elétrica. O mecanismo automatizado deve entrar em ação quando houver sobrecarga ou restrição de transmissão que impeça o escoamento seguro da energia gerada nos complexos solares remotos.
O crescimento expressivo da geração distribuída e de grandes usinas solares centralizadas em polos de alta incidência gerou novos desafios operacionais para o ONS. Em momentos de baixa demanda e pico de insolação, o excedente energético obriga o corte preventivo de produção para evitar desequilíbrios na frequência e na tensão da rede.
Atualmente, a gestão dessas restrições enfrenta gargalos operacionais pela falta de automação em larga escala. Com o novo esquema, o operador pretende ganhar velocidade de resposta para mitigar riscos de cortes manuais e gerenciar o despacho de forma mais previsível para os agentes do setor elétrico.
A iniciativa impacta diretamente investidores e proprietários de ativos de geração solar que operam fora do ambiente de grandes cargas consumidoras locais. A automação reduz a incerteza regulatória e operacional, mas exige atenção redobrada dos gestores de usinas quanto aos impactos financeiros de eventuais cortes forçados de injeção na rede de transmissão.
Com informações de MegaWhat.
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