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Energia· 20 de setembro de 2026· 1 min de leitura

Petrobras assume oito blocos offshore e expande atuação na África

Petrobras assina contratos de partilha de produção na Costa do Marfim e assume a operação de oito blocos exploratórios em consórcio com a estatal local PETROCI Holding.

Por Rafael Barcelar· Engenheiro (CREA-MG)
Petrobras assume oito blocos offshore e expande atuação na África

A Petrobras expandiu sua atuação internacional no setor de exploração e produção ao assinar contratos de partilha de produção para oito blocos offshore na Costa do Marfim. O acordo foi consolidado por meio da subsidiária integral Petrobras Netherlands B.V., posicionando a companhia brasileira como a operadora principal dos consórcios formados para a campanha exploratória na costa africana.

Na estrutura societária dos acordos firmados, a estatal brasileira detém 90 por cento de participação nos blocos, enquanto a PETROCI Holding, empresa estatal local de petróleo e energia, fica com os dez por cento restantes. A movimentação reforça a estratégia da petroleira de diversificar seu portfólio exploratório para além das bacias brasileiras, buscando novas fronteiras geológicas de alta prospectividade.

A assinatura dos contratos amplia a presença histórica da companhia no continente africano, onde busca novas oportunidades de reservas em águas profundas e ultraprofundas. O avanço sobre esses oito blocos offshore exige da engenharia de exploração e produção a mobilização de equipes técnicas especializadas em campanhas sísmicas e perfuração em bacias internacionais.

Próximos passos e operação

Com a formalização dos contratos de partilha, a estatal inicia o planejamento operacional para cumprir os compromissos exploratórios assumidos junto ao governo da Costa do Marfim. A gestão técnica dos blocos ficará sob a responsabilidade direta da subsidiária neerlandesa da companhia, que coordenará os estudos geológicos e geofísicos necessários para avaliar o potencial comercial das áreas.

Para o mercado de óleo e gás, o movimento representa a retomada de uma postura mais ativa da Petrobras no exterior, alinhada à reposição de reservas e ao aproveitamento de sua expertise técnica em ambientes offshore complexos. A execução bem-sucedida dessa fase exploratória determinará os próximos investimentos em infraestrutura submarina na região.

Com informações de MegaWhat.

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