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Energia· 05 de novembro de 2026· 2 min de leitura

Petrobras contrata RINA por R$ 68 mi para integridade submarina

Contrato de três anos com a italiana RINA cobre integridade, confiabilidade e descomissionamento de sistemas submarinos da Petrobras.

Por Rafael Barcelar· Engenheiro (CREA-MG)
Petrobras contrata RINA por R$ 68 mi para integridade submarina

A Petrobras contratou a RINA, grupo italiano de engenharia, inspeção, certificação e consultoria, para apoiar iniciativas de integridade e descomissionamento de sistemas submarinos. O contrato tem prazo de três anos e valor de € 11 milhões, cerca de R$ 68 milhões, segundo as informações divulgadas.

O escopo abrange estudos e análises sobre integridade, confiabilidade e manutenção de sistemas submarinos. A RINA poderá mobilizar até 83 especialistas para avaliar dutos, risers e outros equipamentos submarinos, conforme a notícia publicada pelo Click Petróleo e Gás.

Na prática, a pergunta é até quando uma estrutura pode seguir em operação. Com base nas análises, a estatal quer identificar quais equipamentos ainda podem continuar operando e quais terão de ser retirados do oceano.

Por que a decisão é delicada

Desativar uma instalação submarina custa caro e exige planejamento de longo prazo. Já manter uma estrutura além do ponto seguro traz risco de integridade e de manutenção. É nessa faixa de decisão que o contrato se encaixa, em que dados de inspeção e avaliação de confiabilidade pesam mais que a idade do equipamento.

O Click Petróleo e Gás classificou a decisão como cara e delicada para o setor. O enquadramento faz sentido com o escopo: o acordo não se limita à inspeção, porque os estudos vão orientar o que fica e o que sai do mar.

O que muda para quem trabalha com integridade

Para engenheiros de integridade, gestores de ativos e equipes de descomissionamento, o contrato mostra que a Petrobras busca apoio externo especializado para sustentar a análise de cada sistema submarino. A combinação de estudos de integridade, confiabilidade e manutenção deve definir quais planos de inspeção seguem e quais caminham para a retirada.

O número de especialistas, até 83, dá a escala do esforço técnico previsto, embora as fontes não detalhem o cronograma de cada frente. Nos próximos anúncios, vale acompanhar como essas análises serão convertidas em decisões de operação ou desativação de dutos, risers e equipamentos.

Com informações de Petronoticias.

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