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Energia· 17 de agosto de 2026· 2 min de leitura

Petrobras fecha contrato com a Halliburton para poços de CCS no RJ

Estatal avança com o projeto piloto de captura e armazenamento de carbono em Quissamã com a perfuração de quatro poços terrestres.

Por Rafael Barcelar· Engenheiro (CREA-MG)
Petrobras fecha contrato com a Halliburton para poços de CCS no RJ

A Petrobras assinou contrato com a Halliburton Produtos para a perfuração e completação de quatro poços terrestres na Estação de Barra do Furado, conhecida como EBAF, localizada no município de Quissamã, no norte do estado do Rio de Janeiro. A contratação engloba a execução de um poço injetor vertical e de três poços direcionais de monitoramento, estruturando a base operacional da iniciativa.

Essa infraestrutura integra o escopo do Projeto Piloto de CCS São Tomé. A sigla CCS refere-se à captura, movimentação e armazenamento geológico de dióxido de carbono, tecnologia que ganha tração nas discussões estratégicas de descarbonização da indústria de óleo e gás no Brasil.

O projeto em Quissamã é tratado como o primeiro piloto da América Latina focado nessa modalidade integrada de captura e armazenamento permanente de carbono. A escolha da Estação de Barra do Furado decorre de sua posição estratégica para escoamento e suporte logístico na região norte fluminense.

A execução dos poços de monitoramento é uma exigência técnica fundamental para garantir a integridade do armazenamento subterrâneo a longo prazo. Eles permitem rastrear o comportamento do gás injetado nas formações geológicas e asseguram que o processo ocorra dentro de parâmetros rigorosos de segurança ambiental.

Para o setor de engenharia e para as operadoras de infraestrutura energética, o avanço de iniciativas como o Projeto São Tomé representa um marco na transição operacional. O aprendizado técnico adquirido na implantação desses poços terrestres servirá de baliza para futuros projetos de grande escala voltados à mitigação de emissões em terra e no mar.

A Halliburton assume a frente de perfuração e completação em um momento em que o mercado nacional de óleo e gás busca acelerar soluções de transição energética de baixa emissão. Os prazos de entrega e a mobilização dos equipamentos na base de Quissamã entram agora na pauta operacional dos próximos meses, definindo o ritmo de implantação do marco tecnológico.

Com informações de Petronoticias.

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