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Energia· 24 de setembro de 2026· 1 min de leitura

Petrobras freia renováveis por custo alto mas mira 1,7 GW em 2030

A estatal aponta baixa rentabilidade em projetos verdes, mas mantém a meta de atingir 1,7 gigawatts em capacidade renovável até o final da década.

Por Rafael Barcelar· Engenheiro (CREA-MG)
Petrobras freia renováveis por custo alto mas mira 1,7 GW em 2030

A Petrobras avalia que a rentabilidade de determinados projetos de energia renovável ainda não se sustenta no mercado atual. Durante sua participação em um painel na feira ROG.e, no Rio de Janeiro, a presidente da estatal, Magda Chambriard, pontuou que iniciativas do setor verde esbarram em custos incompatíveis com a realidade financeira do país e com as margens exigidas por investidores.

Apesar da ponderação sobre o retorno financeiro, a companhia manteve o planejamento estratégico voltado para a transição energética. A meta oficial da empresa é alcançar a marca de 1,7 gigawatts em capacidade de geração renovável até 2030, equilibrando a matriz de investimentos entre os combustíveis fósseis e as fontes limpas.

Segundo a dirigente máxima da petroleira, parte das tecnologias disponíveis atualmente no segmento de energias renováveis ainda não cabe no orçamento da sociedade brasileira. Além disso, o retorno sobre o capital investido fica abaixo do patamar considerado adequado tanto para a própria estatal quanto para as grandes corporações globais de petróleo.

Para o setor de engenharia e gestão de infraestrutura energética, o posicionamento sinaliza uma análise mais rigorosa decapex e opex na formulação de novos parques de geração. A cobrança por viabilidade econômica direta impacta diretamente as decisões de projeto, exigindo maior eficiência de construtoras e fornecedores de equipamentos.

Próximos passos da estratégia

A execução da carteira prevista para esta década exigirá que a estatal selecione iniciativas com maior previsibilidade de receita e sinergia operacional. O avanço para a meta de 1,7 gigawatts dependerá de ajustes regulatórios e de mercado que tornem os empreendimentos competitivos sem depender de subsídios excessivos.

Com informações de MegaWhat.

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