Petrobras gasta US$ 300 mi e define local de novos poços na Margem Equatorial
Resultados no poço Morpho orientam próximas perfurações na Bacia da Foz do Amazonas enquanto estatal negocia exigências do Ibama.
A Petrobras concluiu a análise dos dados coletados no poço Morpho, localizado no bloco FZA-M-059 na Bacia da Foz do Amazonas, e já tem condições técnicas para definir a locação dos próximos três poços que pretende perfurar na região. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (17) pela diretora de Exploração e Produção da companhia, Sylvia Anjos, durante coletiva realizada em Oiapoque. O esforço exploratório na nova fronteira petrolífera exigiu investimentos pesados. De acordo com levantamentos divulgados pela CNN Brasil, a estatal já acumula gastos de aproximadamente US$ 300 milhões apenas nas operações e pesquisas realizadas no poço da Margem Equatorial. Esse montante reflete a complexidade logística e os rigorosos padrões operacionais exigidos para atuar em águas ultraprofundas na costa norte do país. Paralelamente ao avanço técnico da exploração, a diretoria de Assuntos Corporativos da Petrobras, Clarice Coppetti, confirmou que a empresa trabalha intensamente para cumprir as novas solicitações técnicas apresentadas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). O órgão ambiental emitiu um novo parecer técnico que condiciona o andamento do licenciamento ambiental para as atividades futuras na região. A condução desse processo regulatório é o principal fator que dita o cronograma da estatal para os próximos passos na bacia sedimentar. Para os engenheiros e gestores que acompanham o setor de óleo e gás, a definição dos três novos locais de perfuração representa a transição da fase de reconhecimento geológico inicial para uma etapa de delimitação de reservas. O desafio agora para a equipe de engenharia de poços é otimizar o tempo de perfuração e mitigar os riscos inerentes a uma bacia com alta energia de correntes marinhas e grande distância da costa. A compatibilização entre os dados obtidos no poço Morpho e as exigências do licenciamento federal vai determinar se a Petrobras conseguirá manter o ritmo de suas operações na Margem Equatorial nos próximos meses.
Com informações de Petronoticias.
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