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Energia· 17 de agosto de 2026· 2 min de leitura

Petrobras gasta US$ 300 mi e define local de novos poços na Margem Equatorial

Resultados no poço Morpho orientam próximas perfurações na Bacia da Foz do Amazonas enquanto estatal negocia exigências do Ibama.

Por Rafael Barcelar· Engenheiro (CREA-MG)
Petrobras gasta US$ 300 mi e define local de novos poços na Margem Equatorial

A Petrobras concluiu a análise dos dados coletados no poço Morpho, localizado no bloco FZA-M-059 na Bacia da Foz do Amazonas, e já tem condições técnicas para definir a locação dos próximos três poços que pretende perfurar na região. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (17) pela diretora de Exploração e Produção da companhia, Sylvia Anjos, durante coletiva realizada em Oiapoque. O esforço exploratório na nova fronteira petrolífera exigiu investimentos pesados. De acordo com levantamentos divulgados pela CNN Brasil, a estatal já acumula gastos de aproximadamente US$ 300 milhões apenas nas operações e pesquisas realizadas no poço da Margem Equatorial. Esse montante reflete a complexidade logística e os rigorosos padrões operacionais exigidos para atuar em águas ultraprofundas na costa norte do país. Paralelamente ao avanço técnico da exploração, a diretoria de Assuntos Corporativos da Petrobras, Clarice Coppetti, confirmou que a empresa trabalha intensamente para cumprir as novas solicitações técnicas apresentadas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). O órgão ambiental emitiu um novo parecer técnico que condiciona o andamento do licenciamento ambiental para as atividades futuras na região. A condução desse processo regulatório é o principal fator que dita o cronograma da estatal para os próximos passos na bacia sedimentar. Para os engenheiros e gestores que acompanham o setor de óleo e gás, a definição dos três novos locais de perfuração representa a transição da fase de reconhecimento geológico inicial para uma etapa de delimitação de reservas. O desafio agora para a equipe de engenharia de poços é otimizar o tempo de perfuração e mitigar os riscos inerentes a uma bacia com alta energia de correntes marinhas e grande distância da costa. A compatibilização entre os dados obtidos no poço Morpho e as exigências do licenciamento federal vai determinar se a Petrobras conseguirá manter o ritmo de suas operações na Margem Equatorial nos próximos meses.

Com informações de Petronoticias.

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