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Energia· 14 de outubro de 2026· 1 min de leitura

Petrobras vai receber US$ 859 mi de parceiras em jazidas

Estatal fecha acordo de equalização de gastos e volumes em Berbigão e Sururu com prazo de pagamento até novembro de 2026.

Por Rafael Barcelar· Engenheiro (CREA-MG)
Petrobras vai receber US$ 859 mi de parceiras em jazidas

A Petrobras vai receber cerca de US$ 859 milhões de suas sócias Shell, TotalEnergies e Petrogal após firmar acordos voltados para a equalização de gastos e volumes nas jazidas compartilhadas de Berbigão e Sururu, situadas na Bacia de Santos. O acerto financeiro foi detalhado em comunicado oficial divulgado pela estatal brasileira na última terça-feira, 13 de outubro, estabelecendo um cronograma de repasses que se estende até o final de 2026.

A transação envolve a compensação retroativa por investimentos realizados e volumes extraídos em áreas de partilha que exigem o acerto de contas entre os consorciados. Os campos em questão operam sob o regime de unitização, modelo aplicado quando uma jazida de petróleo ou gás natural se estende para além de uma única concessão, exigindo o desenvolvimento conjunto por meio de acordos técnicos e operacionais rigorosos.

Conforme o estipulado nos documentos assinados pelas empresas, o montante total de US$ 859 milhões será quitado de forma escalonada. A quitação integral está programada para ocorrer até novembro de 2026, injetando recursos expressivos no caixa da estatal conforme o cumprimento das etapas de compensação financeira acordadas entre os operadores da Bacia de Santos.

A gestão de ativos compartilhados no pré-sal brasileiro exige auditorias complexas e constantes revisões de curvas de produção e custos incorridos por cada petroleira. Ajustes dessa magnitude refletem o avanço na consolidação contábil de campos de grande porte que já operam em regime de produção comercial avançada na costa brasileira.

Para o setor de óleo e gás, a resolução de pendências de unitização elimina incertezas jurídicas e financeiras na operação de ativos estratégicos. O cumprimento do cronograma de pagamentos até 2026 garante a previsibilidade necessária para a continuidade dos planos de investimento na Bacia de Santos.

Com informações de MegaWhat.

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