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Construção· 23 de julho de 2026· 1 min de leitura

Piso da Forbo incorpora cascas de cacau e impulsiona economia de comunidades africanas

A Forbo transforma resíduos da produção de cacau em componente de seu revestimento Marmoleum Cocoa, unindo sustentabilidade, inovação na construção civil e apoio direto a comunidades agrícolas da África Ocidental.

Redação Giro Engenharia
Piso da Forbo incorpora cascas de cacau e impulsiona economia de comunidades africanas

A Forbo, gigante dos revestimentos, agora incorpora cascas de cacau, antes descartadas, em sua linha de pisos Marmoleum. A iniciativa não só transforma um resíduo agrícola em material de construção, mas também estabelece um elo direto com comunidades produtoras na África Ocidental, reforçando a sustentabilidade e a economia circular.

Batizado de Marmoleum Cocoa, o novo produto mantém a essência natural da linha. Sua composição já contava com óleo de linhaça, farinha de madeira e juta. Agora, as cascas de cacau se somam aos componentes, elevando para 98% a proporção de matérias-primas naturais e consolidando o compromisso da Forbo com recursos renováveis e menor impacto ambiental.

As cascas de cacau, subprodutos da agricultura, teriam o descarte como destino final. A empresa, ao reintegrá-las no processo produtivo, valoriza o resíduo e diminui a necessidade de extração de novos recursos. É um movimento estratégico na gestão de resíduos industriais.

O impacto vai além do ecológico. Parte do valor gerado pelo Marmoleum Cocoa é revertida para as comunidades de cultivo de cacau na África Ocidental. Esse modelo assegura que a inovação material se traduza em suporte econômico concreto para as regiões de origem da matéria-prima.

No setor de engenharia e construção, a busca por materiais que aliem desempenho técnico e credenciais de sustentabilidade é crescente. A inclusão de resíduos agrícolas em produtos como o Marmoleum Cocoa ilustra essa tendência, oferecendo soluções que atendem às exigências do mercado sem comprometer qualidade ou durabilidade.

Arquitetos, engenheiros e construtores ganham novas opções de especificação. Pisos que utilizam subprodutos agrícolas abrem caminho para projetos que buscam certificações verdes e valorizam cadeias de suprimentos mais éticas.

A escolha por esses materiais impacta positivamente o ciclo de vida da edificação e reforça a reputação do empreendimento no mercado.

Com informações de Dezeen.

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