Pré-sal testa tubo de fibra de carbono em 2027 contra corrosão
Petrobras e Shell finalizaram 50 mil horas de testes em tubulações compostas e preparam piloto inédito em águas brasileiras para 2027.
Petrobras e Shell concluíram um ciclo de 50 mil horas de testes laboratoriais e de bancada com tubos de fibra de carbono desenvolvidos especificamente para aplicações no pré-sal. A tecnologia de materiais compostos avançados tem como foco principal o combate à corrosão e a redução de peso estrutural em ambientes offshore severos, onde o teor de gás carbônico e contaminantes exige alta resistência dos dutos.
Tecnologia para o pré-sal
O projeto conjunto entre as duas petroleiras avançou para a fase de validação em campo, com a instalação de um projeto-piloto programada para entrar em operação em águas brasileiras no ano de 2027. Os testes acumulados simularam as pressões extremas e as condições físico-químicas encontradas nos reservatórios submarinos de águas profundas do país.
Vantagens dos compostos
Os dutos fabricados com fibra de carbono substituem as ligas metálicas tradicionais em trechos específicos, eliminando problemas crônicos de degradação material por corrosão sob tensão. Além da durabilidade estendida, a menor densidade do material composto facilita a logística de lançamento e alivia a carga sobre as plataformas flutuantes de produção.
Para o engenheiro de projeto e o gestor de infraestrutura offshore, a introdução comercial de materiais compostos na exploração de óleo e gás redefine as premissas de projeto de linhas submarinas. A adoção bem-sucedida do piloto em 2027 reduzirá custos operacionais com intervenções corretivas e aumentará a vida útil de todo o sistema de escoamento nos campos produtores.
Com informações de CPG Click Petróleo e Gás.
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