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Construção· 21 de junho de 2026· 2 min de leitura

Quito: Casa de María nasce sem orçamento para idosa vulnerável

A iniciativa do Metriq Estudio em La Gatazo, no sul de Quito, garantiu uma moradia segura para uma mulher idosa após a pandemia, em um contexto de vulnerabilidade.

Redação Giro Engenharia· atualizado em 22 de junho de 2026
Quito: Casa de María nasce sem orçamento para idosa vulnerável

Uma casa construída sem orçamento prévio no bairro de La Gatazo, em Quito, Equador, garantiu moradia segura para uma mulher idosa que vivia em condições precárias. O projeto, nomeado Casa de María, foi desenvolvido pelo Metriq Estudio como uma resposta à vulnerabilidade social e ao risco de colapso da antiga residência.

A iniciativa surgiu logo após o período mais crítico da pandemia, quando a situação de abandono e o estado crítico da moradia de María se agravaram. A residência anterior estava à beira do colapso, expondo a moradora, uma senhora idosa, a riscos estruturais iminentes e à falta de dignidade habitacional.

O Metriq Estudio concebeu a Casa de María como um exercício de empatia, que transcendeu o design arquitetônico convencional. A abordagem incluiu não apenas a fase de projeto, mas também a ação direta, a autogestão dos recursos e um forte compromisso social para viabilizar a construção.

A ausência de um orçamento formal exigiu uma gestão criativa e colaborativa dos recursos, focando na otimização de materiais e na mobilização de apoio. Este modelo de autogestão foi crucial para superar as adversidades financeiras e logísticas inerentes a um projeto com tais restrições.

Localizada em um bairro operário na zona sul da capital equatoriana, a Casa de María exemplifica como a engenharia e a arquitetura podem ser ferramentas de transformação social. O projeto destaca a importância de soluções habitacionais que respondam a contextos de extrema necessidade e vulnerabilidade.

Para profissionais da engenharia e construção, a Casa de María serve como um estudo de caso sobre resiliência e inovação em cenários de restrição severa. A experiência demonstra que, mesmo sem grandes aportes financeiros, é possível entregar projetos de impacto significativo, desde que haja planejamento rigoroso, autogestão eficiente e um forte engajamento com a comunidade beneficiada, desafiando modelos tradicionais de financiamento e execução de obras.

Com informações de ArchDaily (EN).

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