Redução da jornada pode elevar custo da construção em até 11%
Proposta de jornada de trabalho de 30 horas semanais para trabalhadores da construção civil pode impactar custos e prazos de obras no país.
A possível redução da jornada de trabalho para 30 horas semanais no setor da construção civil pode gerar um aumento de até 11% nos custos das obras. A proposta, que visa adequar a carga horária às novas realidades sociais e de bem-estar, levanta preocupações sobre a viabilidade econômica e o cronograma de empreendimentos.
Atualmente, a jornada padrão na construção civil é de 44 horas semanais. A implementação de uma carga horária menor, sem a devida compensação em produtividade ou reestruturação de processos, pode levar as empresas a contratar mais mão de obra para manter o mesmo volume de produção, elevando os custos com salários, encargos e benefícios.
O setor da construção civil já lida com desafios significativos, como a escassez de mão de obra qualificada e a flutuação de preços de materiais. Um aumento considerável nos custos operacionais pode comprometer a rentabilidade de projetos, impactar o preço final dos imóveis e, consequentemente, a acessibilidade à moradia.
Especialistas apontam que a discussão sobre a redução da jornada deve vir acompanhada de um planejamento detalhado sobre como manter ou aumentar a eficiência. Isso pode envolver investimentos em tecnologia, treinamento e novas metodologias construtivas que otimizem o tempo de trabalho.
A decisão final sobre a jornada de trabalho terá implicações diretas na gestão de obras, na formação de preços e na competitividade do setor. A expectativa é que haja um debate aprofundado entre empregadores, trabalhadores e órgãos reguladores para encontrar um equilíbrio que atenda às demandas sociais sem comprometer o desenvolvimento da infraestrutura e da habitação no país.
Com informações de Novo Momento.
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