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Energia· 19 de maio de 2026· 2 min de leitura

República Tcheca e China avançam em usinas nucleares com tecnologia sul-coreana e foco em vapor industrial

País europeu investe US$ 18 bilhões em nova usina, enquanto China inaugura complexo inédito com reatores para eletricidade e vapor industrial.

Redação Giro Engenharia
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A República Tcheca avança na construção de uma nova usina nuclear, um investimento de US$ 18 bilhões, que utilizará tecnologia da Coreia do Sul para fornecer eletricidade estável em um cenário europeu de instabilidade energética. A iniciativa busca garantir suprimento firme e confiável em meio às pressões de altos custos e volatilidade no fornecimento de energia no continente.

Paralelamente, a China deu início a uma usina nuclear com um conceito inédito: três reatores concentrados em um mesmo complexo. Este projeto tem capacidade para gerar 11,5 bilhões de kWh de eletricidade anualmente. No entanto, seu diferencial reside na entrega de 32,5 milhões de toneladas de vapor industrial por ano, direcionado diretamente para refinarias petroquímicas.

Essa abordagem chinesa representa uma inovação ao não converter todo o calor gerado em eletricidade. Em vez disso, parte significativa da energia térmica é aproveitada para aplicações industriais diretas, otimizando o uso do potencial energético da planta nuclear. A tecnologia sul-coreana, por sua vez, reforça a busca por soluções confiáveis e eficientes no setor nuclear global.

Enquanto a República Tcheca foca na segurança energética via eletricidade, a China demonstra um modelo híbrido, integrando a geração de energia elétrica com a produção de insumos essenciais para a indústria pesada. Ambos os projetos sinalizam a contínua relevância da energia nuclear para a matriz energética mundial, seja para suprir a demanda elétrica ou para atender necessidades industriais específicas.

A escolha da tecnologia sul-coreana pela República Tcheca indica a confiança em sua expertise e histórico no desenvolvimento de projetos nucleares. A estratégia chinesa, por outro lado, abre novas perspectivas sobre a multifuncionalidade de usinas nucleares, indo além da simples geração de eletricidade.

Os avanços em ambos os países, embora com focos distintos, sublinham a busca por diversificação e segurança energética. A República Tcheca visa estabilidade em um mercado volátil, enquanto a China explora novas formas de sinergia entre energia nuclear e processos industriais, impactando a produção petroquímica.

Com informações de CPG Click Petróleo e Gás.

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