Giro EngenhariaNewsletter
Construção· 12 de julho de 2026· 2 min de leitura

Reuso Adaptativo: Casa em Kandy Revitaliza Estrutura Deteriorada

O projeto Primrose House, no Sri Lanka, transformou uma antiga residência de dois quartos em um lar moderno e iluminado, optando pela reutilização adaptativa em vez da demolição.

Redação Giro Engenharia
Reuso Adaptativo: Casa em Kandy Revitaliza Estrutura Deteriorada

Em Kandy, no Sri Lanka, o projeto Primrose House, assinado pela Robust Architecture Workshop, revitalizou uma residência deteriorada de dois quartos. A intervenção optou pela reutilização adaptativa da estrutura existente, em vez de sua demolição completa, convertendo-a em um lar repleto de luz natural e com design contemporâneo.

Esta abordagem destaca-se como uma estratégia ecológica eficaz na construção civil. Ao evitar a demolição, o projeto minimiza a geração de resíduos de construção e demolição (RCD), um dos maiores desafios ambientais do setor. Adicionalmente, conserva o carbono incorporado na estrutura original, reduzindo a demanda por novos materiais e a energia necessária para sua produção e transporte.

Do ponto de vista social e urbano, a reutilização adaptativa permite a regeneração de edifícios subutilizados em áreas densas. Essa prática contribui para a vitalidade dos bairros, evitando o abandono e promovendo a continuidade do tecido urbano sem a necessidade de novas ocupações de solo, o que é crucial em contextos de alta densidade como Kandy.

Para os profissionais da engenharia, projetos como o Primrose House representam um complexo desafio técnico. Exigem análises estruturais detalhadas para avaliar a integridade da edificação existente, identificar a necessidade de reforços e planejar a integração de novas instalações e sistemas, como elétrica, hidráulica e climatização, dentro de uma estrutura pré-existente. A compatibilidade entre o antigo e o novo é fundamental para a segurança e funcionalidade.

A decisão de reutilizar a estrutura também tem implicações econômicas. Embora possa exigir um investimento inicial em estudos e reforços, muitas vezes se mostra mais eficiente em termos de custo e prazo do que uma nova construção do zero. Além disso, prolonga a vida útil do patrimônio construído, gerando valor a longo prazo.

Para engenheiros, gestores e decisores do setor, o caso da Primrose House reforça a importância de considerar o reuso adaptativo como uma alternativa viável e sustentável. Tal abordagem demanda expertise em diagnóstico estrutural, técnicas de reforço e integração de soluções modernas, consolidando uma tendência que valoriza a sustentabilidade e a resiliência no ambiente construído.

Com informações de Archdaily Brasil.

Compartilhar:WhatsAppXLinkedIn
Siga o Giro Engenharia:WhatsApp

Leia também

O Giro na sua caixa de entrada

As notícias que importam para quem é da engenharia, uma vez por semana. Sem spam.