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Infraestrutura· 14 de outubro de 2026· 1 min de leitura

Sabesp investe R$ 1,4 bi em 38 km de adutoras em São Paulo

Companhia executa obra de infraestrutura hídrica para interligar represas e ampliar vazão em 4 mil litros por segundo.

Por Rafael Barcelar· Engenheiro (CREA-MG)
Sabesp investe R$ 1,4 bi em 38 km de adutoras em São Paulo

A Sabesp iniciou a execução de um megaprojeto de infraestrutura hídrica no estado de São Paulo que demanda investimentos da ordem de R$ 1,4 bilhão. A intervenção principal consiste no assentamento subterrâneo de 38 quilômetros de tubulações de grande diâmetro, alcançando até 1,8 metro em trechos específicos.

O objetivo central da obra é criar uma nova rota de integração entre importantes reservatórios do sistema de abastecimento metropolitano. Quando o canteiro estiver totalmente concluído e em operação, a adutora terá capacidade para transferir uma vazão de 4 mil litros de água por segundo entre os mananciais envolvidos.

Instalar dutos com 1,8 metro de diâmetro ao longo de dezenas de quilômetros em uma região densamente ocupada exige planejamento logístico rigoroso. A escavação e a movimentação de terra ocorrem em áreas urbanas consolidadas, o que demanda técnicas específicas de engenharia geotécnica para contenção de taludes e travessias subterrâneas.

A magnitude do diâmetro reflete a necessidade de alta capacidade volumétrica para garantir a segurança hídrica da Região Metropolitana de São Paulo. A operação conjunta dos reservatórios por meio de adutoras de grande porte mitiga os riscos associados a estiagens prolongadas e à variabilidade climática.

Impacto para o setor

Para o setor de engenharia pesada e construção civil, o contrato representa um dos maiores aportes recentes em saneamento e infraestrutura básica no Sudeste. A execução de obras lineares dessa envergadura movimenta a cadeia de fornecimento de tubos de grande porte, válvulas de alta pressão e equipamentos de escavação pesada.

Com o cronograma em andamento, a expectativa da companhia é consolidar a interligação para dar maior flexibilidade operacional à gestão dos recursos hídricos paulistas, reduzindo gargalos históricos na distribuição de água bruta entre os sistemas produtores.

Com informações de Brasil 247.

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