Salvador investe R$ 18 milhões na recuperação do Paço Municipal
Prédio histórico na Praça Municipal passará por intervenções estruturais e arquitetônicas após sofrer danos por incêndio.
O Paço Municipal de Salvador vai passar por obras completas de recuperação estrutural e arquitetônica após ser atingido por um incêndio. O projeto de restauração conta com um investimento estimado em R$ 18 milhões e visa reverter os danos causados pelas chamas ao patrimônio histórico localizado na capital baiana. A intervenção exige rigor técnico para preservar as características originais do edifício, que abriga parte importante da memória administrativa e cultural da cidade.
A execução de obras em edificações históricas exige dos engenheiros e projetistas o uso de metodologias específicas de salvamento e escoramento temporário, além da seleção criteriosa de materiais compatíveis com os originais. No caso do Paço Municipal, a complexidade aumenta devido à necessidade de combinar a segurança estrutural exigida pelas normas atuais com a preservação estética e documental do imóvel protegido por órgãos de patrimônio.
Desafios da restauração estrutural
O aporte financeiro anunciado será direcionado tanto para a consolidação de elementos estruturais comprometidos pelo calor do fogo quanto para a recomposiação de coberturas, pisos e revestimentos danificados. A gestão de canteiros em áreas urbanas adensadas e de grande circulação, como a Praça Municipal, impõe ainda restrições logísticas severas para a movimentação de equipamentos e descarte de entulhos.
Para os profissionais da construção civil e da engenharia de restauro, projetos desse porte funcionam como um teste prático de integração entre novas tecnologias de reforço e técnicas tradicionais de cantaria e carpintaria. A fiscalização deve atuar de maneira contínua para mapear patologias ocultas que costumam surgir após sinistros dessa magnitude, garantindo que a intervenção recupere a rigidez global do prédio sem descaracterizá-lo.
A liberação dos recursos marca o início da fase de elaboração e refinamento dos projetos executivos complementares que antecedem a mobilização pesada no canteiro. Acompanhar o cronograma de desembolso e a execução física da obra é o próximo passo para assegurar que o patrimônio retorne às condições normais de uso dentro do prazo estipulado pelo poder público.
Com informações de Alô Alô Bahia.
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