Seca na Amazônia em 2024 é 83% mais grave que em 2023, diz estudo
Pesquisa revela que a estiagem deste ano superou a do ano anterior, acendendo um alerta para a gestão hídrica e infraestrutura na região.
A seca na Amazônia em 2024 atingiu uma severidade 83% maior em comparação com o ano de 2023, conforme apontado por um novo estudo. O dado acende um alerta significativo para os desafios de infraestrutura e gestão ambiental na região, que já enfrenta impactos recorrentes das mudanças climáticas.
A intensificação da estiagem afeta diretamente os níveis dos rios, essenciais para o transporte fluvial, a geração de energia hidrelétrica e o abastecimento de comunidades. A diferença percentual de severidade entre os dois anos indica uma aceleração preocupante do fenômeno, com consequências amplas para o ecossistema e as atividades humanas.
Para a engenharia, a seca extrema implica em desafios para a navegabilidade, exigindo dragagem e adaptações em portos e terminais fluviais. Também impacta a captação de água para projetos de saneamento e a estabilidade de barragens e outras estruturas ribeirinhas, que podem sofrer com a variação de nível.
A matriz energética brasileira, com forte dependência hidrelétrica, sente os efeitos. A redução do volume dos rios amazônicos, onde estão importantes usinas, pode levar a uma menor produção de energia, pressionando o sistema e exigindo o acionamento de termelétricas, com custos operacionais mais elevados para o país.
Profissionais da construção e gestores de infraestrutura precisam considerar cenários de seca mais severa no planejamento de novos projetos. Isso inclui desde a escolha de materiais mais resistentes a variações climáticas até a concepção de sistemas hídricos mais resilientes e a implementação de tecnologias de monitoramento.
A recorrência e o agravamento das secas exigem uma revisão das estratégias de engenharia e gestão de recursos hídricos na Amazônia. Engenheiros e decisores devem priorizar soluções que mitiguem os impactos, como a otimização do uso da água, o desenvolvimento de infraestruturas adaptadas e a implementação de tecnologias de monitoramento climático para antecipar e responder a eventos extremos.
Com informações de TAPAJÓS DE FATO.
Leia também

MRN investe R$ 5 bilhões para estender projeto Novas Minas
Aporte de cinco anos criará 2,3 mil postos de trabalho e estenderá as operações de mineração até 2041 no Pará.
Fonte: Brasil Mineral
Aneel aprova sandbox para testar microrredes na Amazônia
Agência reguladora libera regras para testar novos modelos de faturamento e fornecimento de energia em áreas isoladas.
Fonte: MegaWhat

Energia tem queda de 30% em fusões e aquisições e R$ 20 bi
Setor de energia brasileiro contabiliza 46 transações no primeiro semestre de 2026, com recuo nos negócios conforme levantamento da KPMG.
Fonte: Agência iNFRA
Copel injeta R$ 3 bilhões em obras de energia no Paraná
Aporte bilionário contempla expansão e modernização de ativos de geração, transmissão e distribuição em todo o estado.
Fonte: Portal 24 horas
Mais lidas
- 1Copasa conclui melhorias na ETE de Campina Verde com R$ 5,2 milhões
- 2Obra da Sanepar interrompe fornecimento de água em Curitiba e RMC
- 3Obra da Sanepar suspende água em Curitiba e RMC na próxima segunda
- 4EPE eleva garantias e restringe venda em leilão de baterias
- 5Axia assume controle total de hidrelétrica Três Irmãos por R$ 256 mi
O Giro na sua caixa de entrada
As notícias que importam para quem é da engenharia, uma vez por semana. Sem spam.
