Seca pode elevar custo de contêiner para Manaus em 147%
Estudo da Abac indica que restrição de 3,2 m no calado pode encarecer o frete em até 147%

Vinicius Werneck, da Agência iNFRA, reporta que um estudo da Associação Brasileira de Agentes de Carga (Abac) divulgado nesta sexta-feira (18) estima que o custo unitário do transporte de um contêiner cheio para Manaus (AM) pode subir 147% caso haja restrições à navegação por redução de 3,2 m no calado dos navios que pretendem chegar à capital.
Redução de calado e seus efeitos O calado representa a profundidade mínima exigida para que um navio navegue com segurança. No Rio Amazonas, a variação do nível da água durante a estação seca pode reduzir o calado disponível, obrigando embarcações maiores a reduzir a carga ou a aguardar condições mais favoráveis. Uma diminuição de 3,2 m equivale a quase um metro de profundidade a menos em trechos críticos do percurso.
Essa restrição força os operadores logísticos a recorrer a embarcações de menor porte, que transportam menos contêineres por viagem, ou a postergar o embarque até a recuperação dos níveis. Ambas as alternativas elevam o custo operacional, refletindo diretamente no preço cobrado ao remetente.
Medidas de mitigação Empresas podem adotar frota com calado reduzido, investir em barges adaptadas ou renegociar contratos para incluir cláusulas de variação de preço atreladas ao nível da água. Autoridades regionais também avaliam ações como dragagem pontual e melhoria de terminais fluviais para minimizar o impacto da seca.
O estudo alerta que a volatilidade hídrica no Amazonas gera risco de elevação abrupta dos custos logísticos, exigindo monitoramento contínuo dos níveis do rio e planejamento de contingência por parte de importadores, exportadores e operadores de carga.
Com informações de Agência iNFRA.
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