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Energia· 17 de outubro de 2026· 1 min de leitura

Setor elétrico abre código de novo modelo para substituir Newave em 2028

ONS, CCEE e EPE iniciam a abertura do código computacional que vai aposentar os modelos Newave e Decomp na operação do sistema elétrico.

Por Rafael Barcelar· Engenheiro (CREA-MG)
Setor elétrico abre código de novo modelo para substituir Newave em 2028

O Operador Nacional do Sistema Elétrico, a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica e a Empresa de Pesquisa Energética deram início ao processo de abertura do código computacional do novo modelo que vai suceder o Newave e o Decomp a partir de 2028. A iniciativa busca dar mais transparência aos cálculos que definem a operação do sistema interligado nacional e a formação de preços no mercado de energia.

Os softwares atuais são amplamente utilizados pelo setor para o planejamento da operação e a programação energética, mas enfrentam críticas históricas de agentes do mercado devido à opacidade de suas formulações matemáticas. Com a abertura do código-fonte, engenheiros, especialistas e empresas poderão auditar e sugerir aprimoramentos na ferramenta computacional que determina o uso dos recursos hidráulicos e térmicos do país.

A substituição dos modelos tradicionais faz parte de uma demanda antiga de investidores e geradores por maior previsibilidade nos custos marginais de operação. A transição programada para 2028 dá margem para que o mercado analise os impactos metodológicos das novas equações e se adapte às exigências regulatórias decorrentes da mudança tecnológica.

O desenvolvimento do novo modelo computacional envolve testes rigorosos de robustez e calibração com dados reais de operação das bacias hidrográficas e do parque de geração. A abertura antecipada do código serve justamente para mitigar riscos de falhas sistêmicas e garantir a confiabilidade matemática antes da entrada em produção definitiva.

Para o profissional de engenharia e para o gestor de infraestrutura energética, a mudança exige atualização técnica na interpretação dos cenários de despacho e nos estudos de viabilidade de novos empreendimentos de geração. A nova ferramenta altera diretamente a forma como o risco hidrológico e a garantia física são calculados, impactando contratos e decisões de investimento no setor.

Com informações de Cenário Energia.

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