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Infraestrutura· 16 de outubro de 2026· 1 min de leitura

Setor elétrico adota modelo de código aberto em 2028

ONS, CCEE e EPE disponibilizam novo código computacional para substituir o Newave e o Decomp na formação de preços de energia.

Por Rafael Barcelar· Engenheiro (CREA-MG)
Setor elétrico adota modelo de código aberto em 2028

O Operador Nacional do Sistema Elétrico, a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica e a Empresa de Pesquisa Energética liberaram o código aberto de um novo modelo computacional para a formação de preços no setor elétrico brasileiro. A ferramenta foi desenhada para eventualmente substituir os modelos Newave e Decomp nas operações do setor, com transição oficial planejada para entrar em vigor a partir de janeiro de 2028.

A iniciativa conjunta das três instituições busca modernizar a infraestrutura computacional usada no planejamento e na operação do sistema interligado nacional. Modelos anteriores enfrentavam críticas recorrentes do mercado quanto à opacidade dos algoritmos e à complexidade na replicação dos resultados por agentes privados e geradores de energia.

Com o código aberto, engenheiros eletricistas, gestores de portfólio e analistas regulatórios ganham acesso direto à estrutura matemática e lógica que determina o preço de liquidação das diferenças. A abertura do código visa garantir maior transparência regulatória e permitir que o mercado audite e compreenda com profundidade as simulações operacionais.

O cronograma estabelecido pelas entidades do setor prevê um longo período de testes, calibração e auditoria pública até a adoção definitiva. Substituir plataformas consolidadas exige validação rigorosa para evitar distorções na precificação de curto e longo prazo, dado que o impacto financeiro atinge toda a cadeia de geração e consumo.

Impacto na operação

Para as empresas de engenharia e os agentes de infraestrutura energética, a mudança representa uma transformação na forma como os riscos de volatilidade de preços são calculados e mitigados. Profissionais da área técnica precisarão adaptar suas ferramentas internas para interagir com o novo padrão computacional disponibilizado pelo governo.

Com informações de Agência iNFRA.

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