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Construção· 04 de agosto de 2026· 2 min de leitura

Sinduscon-SP: Custo da construção desacelera para 0,45% em julho

Após registrar picos em maio e junho, o Custo Unitário Básico da construção paulista perde ritmo e acumula alta de 5,06% no ano.

Por Rafael Barcelar· Engenheiro (CREA-MG)
Sinduscon-SP: Custo da construção desacelera para 0,45% em julho

O Custo Unitário Básico (CUB) global da indústria da construção civil no estado de São Paulo registrou alta de 0,45% em julho, apontando uma desaceleração expressiva em relação aos meses anteriores. Os dados foram divulgados pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP). A retração no ritmo de crescimento ocorre depois de o indicador registrar as maiores altas do ano nos meses de maio, quando atingiu 1,24%, e de junho, que marcou 2,24%. Com o resultado de julho, o índice acumula elevação de 5,06% ao longo do ano e de 6,23% no acumulado dos últimos doze meses.

Apesar da desaceleração no índice global, todos os principais componentes que formam o custo da construção continuaram em trajetória de alta no período de referência. Entre os itens monitorados, os gastos com mão de obra avançaram 0,38% no mês de julho. Com esse resultado parcial, a categoria de salários e encargos trabalhistas acumula alta de 5,32% desde janeiro e de 6,24% no horizonte de doze meses, mantendo pressão constante sobre o orçamento dos canteiros de obras.

A apuração do SindusCon-SP serve como principal termômetro para o mercado imobiliário e para a execução de obras de infraestrutura no estado, balizando reajustes contratuais e estimativas de despesas para incorporadores e construtoras. O comportamento dos insumos e da mão de obra dita o ritmo dos investimentos e afeta diretamente a margem de planejamento dos empreendimentos em andamento.

Para o profissional de engenharia e para o gestor de projetos, a leitura dos números exige cautela na composição de planilhas orçamentárias de curto e médio prazo. Embora o arrefecimento do índice global em julho traga alívio momentâneo após a volatilidade observada no final do primeiro semestre, o acumulado anual acima de 5% reforça a necessidade de acompanhamento rigoroso dos custos setoriais para evitar estouros de orçamento nos canteiros.

Com informações de CBIC - Câmara Brasileira da Indústria da Construção.

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