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Energia· 25 de setembro de 2026· 1 min de leitura

Sul e Sudeste têm setembro chuvoso em 17 anos, beneficiando SIN

Setembro foi o mais chuvoso nas regiões Sul e Sudeste em 17 anos, elevando a vazão nas bacias e melhorando a disponibilidade hídrica do Sistema Interligado Nacional.

Por Rafael Barcelar· Engenheiro (CREA-MG)
Sul e Sudeste têm setembro chuvoso em 17 anos, beneficiando SIN

As regiões Sul e Sudeste registraram, neste setembro, a maior precipitação observada nos últimos 17 anos, conforme dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). O volume de chuva superou as médias históricas, trazendo alívio imediato às bacias hidrográficas que abastecem o Sistema Interligado Nacional (SIN).

O fenômeno ocorreu em um período de intensificação do El Niño, que tem modificado os padrões climáticos da América do Sul. A combinação entre o aquecimento oceânico e a presença de frentes frias mais frequentes gerou chuvas intensas e prolongadas nas áreas sul-sudeste.

As frentes frias, ao avançarem sobre o território, encontraram ar úmido associado ao El Niño, provocando precipitações acima do esperado nas principais bacias dos rios Paraná, Uruguay e Grande Santos. Esse acréscimo de água aumentou os níveis dos reservatórios que compõem o conjunto de geração hidrelétrica do país.

Impacto no Sistema Interligado Nacional

Segundo o ONS, a melhora nas condições hidrológicas reduz o risco de acionamento de usinas térmicas e aumenta a margem de segurança para o despacho de energia. A disponibilidade hídrica mais elevada pode refletir em menores custos operacionais e em maior estabilidade do fornecimento elétrico.

Para os gestores de energia, o cenário indica que a dependência de recursos hídricos, que costuma ser crítica nos períodos secos, será temporariamente mitigada. Entretanto, o órgão alerta que a situação climática pode mudar rapidamente, sendo essencial monitorar a evolução das chuvas e ajustar os planos de operação do SIN.

Em síntese, o setembro recorde de chuvas traz um alívio imediato ao sistema elétrico nacional, mas reforça a necessidade de planejamento contínuo diante da variabilidade climática associada ao El Niño.

Com informações de MegaWhat.

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