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Energia· 05 de agosto de 2026· 2 min de leitura

Taesa energiza trechos de Tangará e Ananaí e soma R$ 142 milhões em RAP

Projetos de transmissão nos estados de Pará, Maranhão, São Paulo e Paraná entram em nova fase e garantem acréscimo na Receita Anual Permitida.

Por Rafael Barcelar· Engenheiro (CREA-MG)
Taesa energiza trechos de Tangará e Ananaí e soma R$ 142 milhões em RAP

A Transmissora Aliança de Energia Elétrica (Taesa) concluiu a energização de novos trechos de linhas de transmissão pertencentes aos projetos Tangará e Ananaí. Os empreendimentos, integralmente controlados pela companhia, receberam os termos de liberação emitidos pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). Com a entrada em operação dessas etapas, a empresa incorpora um montante de R$ 142 milhões em Receita Anual Permitida (RAP).

A energização do projeto Tangará abrange a infraestrutura instalada entre os estados do Pará e do Maranhão. O empreendimento reforça o intercâmbio de energia na região norte e nordeste, conectando polos geradores e centros de consumo com novas linhas de alta tensão. A execução dessas obras exige rigor logístico e técnico devido às extensas faixas de servidão e às características geográficas locais.

No caso do projeto Ananaí, os trabalhos contemplam os trechos localizados entre os estados de São Paulo e do Paraná. Entre os ativos liberados para operação estão as linhas de transmissão em 500 kV que ligam Ponta Grossa até Assis, eixo estratégico para o escoamento de energia no sistema interligado nacional e para a estabilidade da rede na região sul e sudeste.

A liberação emitida pelo ONS valida a conformidade técnica dos equipamentos instalados, incluindo subestações e torres de transmissão, atestando que a infraestrutura está apta para operar de forma contínua e segura. O processo de energização marca a transição entre a fase de canteiro de obras e a operação comercial efetiva dos ativos.

O acréscimo de R$ 142 milhões na Receita Anual Permitida reflete diretamente no fluxo de caixa da transmissora e na remuneração dos investimentos realizados na implantação dos ativos. A RAP é a remuneração que as empresas recebem pela prestação do serviço público de transmissão de energia elétrica aos usuários da rede.

Para o setor de engenharia e construção pesada, a conclusão dessas etapas demonstra a capacidade de entrega de grandes lotes de transmissão leiloados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Os cronogramas de implantação exigem coordenação entre projetos eletromecânicos, fundações profundas e montagem eletromecânica de subestações.

A expansão da malha de transmissão com ativos em 500 kV reduz os gargalos de escoamento e minimiza as perdas técnicas ao longo do Sistema Interligado Nacional. O próximo passo para a companhia consiste na finalização das frentes remanescentes e na obtenção dos termos definitivos de operação comercial para a totalidade dos lotes.

Com informações de MegaWhat.

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