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Energia· 20 de agosto de 2026· 2 min de leitura

Termelétrica GNA II de 1,7 GW paralisa operações após falha em disjuntor

Complexo gerador no Rio de Janeiro teve que suspender atividades devido a um problema em equipamento da turbina a vapor.

Por Rafael Barcelar· Engenheiro (CREA-MG)
Termelétrica GNA II de 1,7 GW paralisa operações após falha em disjuntor

A usina termelétrica GNA II, com 1,7 gigawatt de capacidade instalada, interrompeu a geração de energia em 10 de agosto em decorrência de uma falha registrada no disjuntor da turbina a vapor. O problema técnico também afetou o transformador elevador da unidade, paralisando o fluxo de energia para o sistema. O incidente foi comunicado ao mercado pela empresa operadora na noite da última quarta-feira, 19 de agosto.

Localizada no complejo portuário do Açu, no estado do Rio de Janeiro, a usina é peça central na matriz energética regional. Com a entrada em operação da GNA II, o complexo termelétrico havia alcançado a marca de 3 gigawatts de capacidade instalada total, somando-se à unidade GNA I. A suspensão repentina afeta a disponibilidade de carga firme justamente em um momento de atenção para o SIN.

A companhia responsável informou que os sistemas de proteção atuaram conforme o previsto no momento da ocorrência, isolando o setor afetado e evitando danos maiores à integridade física da planta. Equipes técnicas foram acionadas para realizar os diagnósticos detalhados e iniciar os reparos necessários nos componentes danificados.

O religamento da unidade depende da conclusão das análises de causa raiz e da substituição ou recuperação do disjuntor e do transformador elevador. A extensão exata do prazo de paralisação e o cronograma para o retorno comercial ainda não foram detalhados pela operadora ao mercado.

Para o setor de geração e para os gestores de infraestrutura energética, paradas não programadas em ativos de grande porte evidenciam a criticidade da manutenção preventiva em equipamentos de alta tensão. Falhas em sistemas auxiliares de conversão e escoamento continuam a representar o principal vetor de indisponibilidade em usinas termelétricas de ciclo combinado.

A interrupção reforça os riscos operacionais inerentes a ativos complexos de grande escala e exige monitoramento rigoroso dos cronogramas de recomposição por parte dos agentes do setor elétrico.

Com informações de MegaWhat.

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