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Infraestrutura· 15 de outubro de 2026· 1 min de leitura

Terras raras disparam no Brasil com alta de 485% em pesquisas

Dados da Agência Nacional de Mineração apontam 3.067 áreas em pesquisa mineral para terras raras, enquanto o país mantém apenas quatro frentes em lavra ativa.

Por Rafael Barcelar· Engenheiro (CREA-MG)
Terras raras disparam no Brasil com alta de 485% em pesquisas

As autorizações de pesquisa mineral para terras raras no Brasil registraram um salto de 485,4% entre 2021 e 2025, conforme levantamento divulgado nesta quarta-feira (14) pela ANM (Agência Nacional de Mineração). O avanço expressivo reflete a busca intensa por minerais críticos essenciais para a transição energética e a fabricação de tecnologias avançadas, embora o setor nacional ainda engatinhe na etapa de extração comercial.

Atualmente, o país contabiliza 3.067 áreas em fase de pesquisa mineral dedicadas a esses elementos químicos fundamentais. Em contraste direto com o volume de estudos em andamento, o território brasileiro opera apenas quatro áreas em regime de lavra ativa, todas concentradas no estado de Goiás.

A disparada nos pedidos e autorizações de pesquisa mostra que geólogos e empresas de mineração intensificaram a prospecção de jazidas no país. No entanto, a distância entre a fase de pesquisa e a operação comercial exige investimentos pesados em infraestrutura de beneficiamento, licenciamento ambiental rigoroso e refino tecnológico complexo.

Para engenheiros e gestores da cadeia mineral, o cenário revela uma corrida para assegurar direitos sobre potenciais reservas, mas esbarra na carência de plantas industriais de separação. O domínio tecnológico do refino de terras raras continua concentrado em poucos mercados globais, o que impõe barreiras severas para transformar as jazidas brasileiras em produtos acabados de alto valor agregado.

O avanço das autorizações de pesquisa sinaliza que o Brasil tenta se posicionar no mapa global de fornecedores de insumos para ímãs permanentes, turbinas eólicas e veículos elétricos. Para o profissional da área, o desafio imediato deixa de ser a descoberta de ocorrências geológicas e passa a ser a viabilidade técnica e financeira de implantar refinarias competitivas no país.

Com informações de Agência iNFRA.

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