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Energia· 23 de setembro de 2026· 1 min de leitura

TotalEnergies compra mais 15% da Casa dos Ventos e chega a 49%

Gigante energética francesa amplia participação em portfólio de energias renováveis no Brasil e aguarda liberação antitruste do Cade.

Por Rafael Barcelar· Engenheiro (CREA-MG)
TotalEnergies compra mais 15% da Casa dos Ventos e chega a 49%

A TotalEnergies fechou acordo para adquirir uma fatia adicional de 15% na Casa dos Ventos, desenvolvedora brasileira de projetos renováveis. Com a conclusão da transação, a petroleira francesa elevará sua participação societária total na empresa para 49%, consolidando sua presença no mercado nacional de transição energética e geração limpa. O negócio envolve a incorporação de ativos estratégicos de energia solar e eólica, expandindo a capacidade operativa da companhia no território brasileiro.

A operação financeira e societária agora tramita no Conselho Administrativo de Defesa Econômica, o Cade, órgão regulador que precisa emitir o aval concorrencial definitivo. A parceria anterior entre as duas empresas já previa investimentos conjuntos na ordem de gigawatts em projetos de geração centralizada e fontes renováveis, com foco no atendimento ao mercado regulado e livre de energia.

A ampliação da participação acionária reflete uma estratégia corporativa de diversificação de portfólio rumo a fontes de baixa emissão de carbono em economias emergentes. A Casa dos Ventos mantém um dos maiores gasodutos e pipelines de desenvolvimento eólico e solar do país, com parques implantados em regiões de alta incidência e fator de capacidade expressivo no Nordeste.

Para o mercado de engenharia e infraestrutura de energia, a movimentação garante fôlego financeiro e aporte direto de capital estrangeiro em canteiros de obras de nova geração. O avanço desses empreendimentos exige a contratação contínua de serviços especializados em montagem eletromecânica, fundações para aerogeradores e expansão de subestações de alta tensão.

O próximo passo operacional depende do veredikt regulatório do Cade para a transferência definitiva dos ativos e a integração completa das estruturas corporativas. A decisão do órgão antitruste definirá o cronograma para a execução dos próximos lotes de engenharia e a efetivação dos investimentos planejados para o parque gerador brasileiro.

Com informações de CPG Click Petróleo e Gás.

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