Transmissão de energia leva até 10 anos e atrasa avanço de eólica e solar
A Associação Brasileira das Empresas de Transmissão de Energia Elétrica (Abrate) alerta que o prazo para construção de linhas é muito superior ao da geração renovável, criando um gargalo.

A expansão da matriz energética brasileira, especialmente com fontes renováveis como a solar e a eólica, enfrenta um desafio significativo nos prazos de implantação da infraestrutura de transmissão. Enquanto projetos de geração podem ser concluídos em até três anos, a construção de linhas de transmissão pode levar uma década, conforme apontou Talita Porto, presidente da Associação Brasileira das Empresas de Transmissão de Energia Elétrica (Abrate).
Essa discrepância de cronogramas é um obstáculo para a integração eficiente de novas usinas ao Sistema Interligado Nacional (SIN). Os projetos de geração eólica e solar, por sua natureza e tecnologia, demandam um período de 18 meses a três anos para ficarem prontos, desde a concepção até a operação.
Em contraste, um empreendimento de transmissão de energia envolve etapas complexas que se estendem por um tempo consideravelmente maior. O processo inclui estudos de viabilidade técnica e ambiental, licenciamento, aquisição de terrenos e faixas de servidão, projeto de engenharia, construção das torres e linhas, e, finalmente, a energização e operação.
Essas fases, muitas vezes, enfrentam desafios como burocracia, questões fundiárias e ambientais, que prolongam o cronograma. A soma de todas as etapas pode fazer com que um projeto de transmissão demore até dez anos para ser totalmente implementado e entrar em funcionamento.
O gargalo gerado por essa diferença de prazos impacta diretamente a capacidade do país de aproveitar seu vasto potencial em energias renováveis. Usinas prontas para gerar energia podem ficar ociosas ou subutilizadas por falta de infraestrutura para escoar a produção até os centros de consumo.
Para os profissionais da engenharia e gestores do setor, a situação exige um planejamento estratégico mais robusto e coordenado. É fundamental buscar soluções que otimizem os processos de licenciamento e execução dos projetos de transmissão, garantindo que a infraestrutura acompanhe o ritmo acelerado da geração renovável e assegure a segurança energética do país.
Com informações de MegaWhat.
Leia também
Leilão Aneel: Axia e Alupar Vencem Lotes com R$ 668 Mi e RAP de R$ 96,7 Mi
Axia Energia arrematou três lotes com investimento de R$ 668 milhões, enquanto a Alupar garantiu um lote com Receita Anual Permitida de R$ 96,7 milhões.
Fonte: Revista O Empreiteiro
Equatorial inaugura subestação e expande energia no Sudoeste do Pará
A nova infraestrutura elétrica em Senador José Porfírio visa melhorar a qualidade e confiabilidade do fornecimento de energia para a região.
Fonte: Equatorial Energia
Axia Energia e Alupar vencem lotes em leilão da Aneel com R$ 668 mi
Axia Energia e Alupar arremataram lotes em um leilão de transmissão de energia da Aneel, com a Axia comprometendo R$ 668 milhões em investimentos.
Fonte: ADVFN
Consórcio Alupar e Axia Energia arremata 3 lotes em leilão da Aneel
A parceria entre Alupar e Axia Energia garantiu a concessão de três projetos de transmissão de energia elétrica, incluindo obras no Mato Grosso do Sul.
Fonte: InfoMoney
O Giro na sua caixa de entrada
As notícias que importam para quem é da engenharia, uma vez por semana. Sem spam.
