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Infraestrutura· 09 de outubro de 2026· 2 min de leitura

Túnel submerso de R$ 6,8 bi em SP vai cortar viagem para 5 min

Obra de infraestrutura entre Santos e Guarujá terá 870 metros de extensão sob o canal e estimativa de tráfego de 630 mil veículos por mês.

Por Rafael Barcelar· Engenheiro (CREA-MG)
Túnel submerso de R$ 6,8 bi em SP vai cortar viagem para 5 min

O projeto do túnel imerso que vai ligar Santos e Guarujá, no litoral paulista, recebeu estimativas oficiais que apontam para uma demanda de 630 mil veículos por mês após a conclusão. Com um custo estimado em R$ 6,8 bilhões, a intervenção de engenharia prevê a construção de um trecho submerso de 870 metros de extensão sob o canal portuário, alterando a logística e a mobilidade da região metropolitana da Baixada Santista.

A travessia atual entre as duas cidades, feita por balsas ou por rotas rodoviárias terrestres que dão a volta no estuário, consome cerca de uma hora em horários de pico. Com a nova estrutura viária, o tempo de percurso estimado despenca para apenas cinco minutos, eliminando um gargalo histórico para motoristas, cargas e operações portuárias que dependem da travessia diária.

A execução da obra adota o método de construção de túneis imersos, técnica que exige a fabricação de módulos de concreto em docas secas, que depois são rebocados, afundados e encaixados em valas previamente escavadas no leito do canal marinho. Essa tipologia de engenharia naval e civil é aplicada em canais de grande profundidade e exige rigor técnico para garantir a estanqueidade e a estabilidade estrutural sob o impacto do tráfego pesado.

O aporte financeiro de R$ 6,8 bilhões será viabilizado por meio de parcerias e modelos contratuais que envolvem recursos públicos e privados. O empreendimento integra o pacote de grandes concessões e obras estruturantes planejadas para o litoral do estado, exigindo dos consórcios construtivos planejamento logístico avançado para não paralisar o tráfego de navios no porto.

Para o setor de infraestrutura, o desafio imediato recai sobre a gestão das frentes de escavação e a garantia de cronogramas rígidos de entrega. Engenheiros e gestores envolvidos na obra precisarão monitorar a interação entre os métodos geotécnicos em solo marinho e a montagem dos elementos pré-moldados de grande porte.

Com informações de Xataka Brasil.

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