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Energia· 08 de setembro de 2026· 2 min de leitura

US$ 386 mi em solar e baterias atende data centers

MN8 Energy constrói usina solar de 86 MW na Virgínia com armazenamento híbrido em íons de lítio e zinco.

Por Rafael Barcelar· Engenheiro (CREA-MG)· atualizado em 09 de setembro de 2026
US$ 386 mi em solar e baterias atende data centers

A MN8 Energy iniciou a construção de um projeto solar associado a sistemas de armazenamento de energia na Virgínia, nos Estados Unidos. A iniciativa vai injetar capacidade despachável diretamente na rede da operadora PJM, fornecendo energia para alimentar os centros de dados do Google na região. A infraestrutura combina geração fotovoltaica com duas tecnologias distintas de baterias.

A usina solar terá 86 megawatts de capacidade instalada e contará com um arranjo duplo de armazenamento. O projeto prevê a instalação de 280 megas-watt-hora em baterias de íons de lítio, tecnologia consolidada para descargas de curta duração. O grande diferencial técnico é a integração de 100 megas-watt-hora em sistemas baseados em zinco para armazenamento de longa duração.

A escolha por tecnologias complementares busca otimizar a confiabilidade do suprimento energético para cargas críticas. Centros de dados exigem fornecimento ininterrupto de energia, o que pressiona as redes locais e obriga desenvolvedores a buscar soluções de armazenamento que superem a intermitência solar típica dos parques fotovoltaicos tradicionais.

Armazenamento híbrido

A tecnologia de zinco para longa duração entra como alternativa aos sistemas convencionais de lítio em aplicações que demandam ciclos de descarga mais estendidos. Enquanto o lítio assume picos de alta demanda e respostas imediatas, o armazenamento à base de zinco garante estabilidade por períodos mais prolongados durante oscilações na geração.

A rede atendida, operada pela PJM Interconnection, gerencia o suprimento elétrico em uma área estratégica que concentra alta densidade de data centers. A conexão de fontes renováveis de grande porte a essas instalações industriais reflete a pressão corporativa por contratos de energia limpa com garantia de entrega física.

Para o setor de engenharia elétrica e de energia, o arranjo híbrido demonstra a maturação comercial de tecnologias além do lítio na infraestrutura de grande escala. O modelo técnico adotado na Virgínia serve de parâmetro para futuros projetos que necessitem conciliar alta capacidade de processamento de dados com metas corporativas de descarbonização da matriz elétrica.

Com informações de Solar Power World (EN).

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