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Energia· 30 de outubro de 2026· 2 min de leitura

Usiminas investe R$ 1,7 bi em obra para reativar coqueria em MG

A siderúrgica iniciou a reconstrução da Coqueria 2 em Ipatinga para retomar a produção própria de insumos essenciais para os altos-fornos.

Por Rafael Barcelar· Engenheiro (CREA-MG)
Usiminas investe R$ 1,7 bi em obra para reativar coqueria em MG

A Usiminas deu início às obras de reconstrução da Coqueria 2 em sua planta industrial localizada em Ipatinga, no Vale do Aço, em Minas Gerais. O projeto demanda um aporte financeiro estimado em R$ 1,7 bilhão e tem como objetivo principal recolocar em operação uma unidade que estava desativada, retomando a autossuficiência parcial na produção de coque, insumo indispensável para a operação dos altos-fornos siderúrgicos.

A intervenção no complexo mineiro começou em outubro de 2026. A estrutura anterior estava fora de operação, o que exigia da companhia a busca por suprimentos no mercado externo para manter o ritmo de fabricação de aço bruto. Com a nova unidade, a empresa volta a processar o carvão mineral internamente, integrando novamente essa etapa crítica da cadeia produtiva.

O cronograma de execução da obra prevê a abertura de cerca de 800 postos de trabalho diretos e indiretos no pico das atividades de engenharia e montagem industrial. O canteiro exige mão de obra especializada em estruturas metálicas, refratários e engenharia mecânica pesada, movimentando a cadeia de fornecedores e serviços na região metropolitana do Vale do Aço.

A reconstrução de unidades termoquímicas desse porte exige rigor técnico no dimensionamento de baterias de fornos, controle de emissões e sistemas de exaustão de gases. O projeto de engenharia contempla atualizações tecnológicas para adequar a planta aos parâmetros operacionais atuais, garantindo maior eficiência energética e conformidade com as exigências ambientais vigentes para o setor siderúrgico.

Retomada da cadeia produtiva

Para o setor de engenharia e gestão industrial, a movimentação representa um dos maiores aportes em infraestrutura fabril em andamento no estado de Minas Gerais. Projetos de revamping e reconstrução de grandes ativos exigem planejamento logístico complexo para sincronizar a parada de áreas adjacentes com a montagem eletromecânica dos novos equipamentos.

A conclusão da obra vai mitigar a exposição da siderúrgica à volatilidade de preços do coque no mercado internacional. O avanço do canteiro e o cumprimento do cronograma de montagem nos próximos meses definirão o ritmo de recuperação da capacidade plena de suprimento interno da usina mineira.

Com informações de Click Petróleo e Gás.

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