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Energia· 21 de outubro de 2026· 2 min de leitura

Usina de Codajás recebe R$ 59 milhões para virar híbrida no Amazonas

Aporte de R$ 59 milhões da Âmbar Energia integra geração térmica a gás natural a uma nova planta solar de 9,7 MWp no interior amazonense.

Por Rafael Barcelar· Engenheiro (CREA-MG)
Usina de Codajás recebe R$ 59 milhões para virar híbrida no Amazonas

A Usina Termelétrica de Codajás, localizada no estado do Amazonas, passa por uma obra de hibridização que vai conectar sua operação a uma nova planta de energia solar. O projeto é conduzido pela Âmbar Energia, braço de geração da J&F S.A., que está aportando R$ 59 milhões na modernização do ativo de infraestrutura energética.

A intervenção prevê a instalação de uma estrutura fotovoltaica com capacidade de 9,7 MWp (megawatts-pico) integrada à unidade termelétrica já existente. Atualmente, a UTE Codajás opera movida a gás natural com uma potência de 5,4 MW, atendendo à matriz local de geração isolada na região amazônica.

A combinação das duas fontes de energia busca otimizar o consumo de combustível fóssil e elevar a eficiência do suprimento elétrico na localidade. Com a entrada em operação da nova planta fotovoltaica, a companhia estima evitar a emissão de cerca de 10 mil toneladas de dióxido de carbono por ano.

A transição para o modelo híbrido em sistemas isolados representa um desafio de engenharia elétrica e logística, especialmente em áreas remotas do interior da Amazônia. A integração exige sistemas de controle automatizados para balancear a intermitência da geração solar com a estabilidade fornecida pelo gás natural.

Impacto para o setor elétrico regional

Para gestores e engenheiros do setor de energia, o avanço de usinas híbridas em subsistemas isolados demonstra a viabilidade técnica de reduzir a queima de derivados fósseis em locais sem conexão com o Sistema Interligado Nacional. O uso de solar com armazenamento e despacho térmico reduz custos operacionais logísticos de transporte de combustíveis e mitiga impactos ambientais.

O canteiro de obras segue em andamento com a montagem dos painéis solares e a adequação da subestação para receber o fluxo combinado. A conclusão da infraestrutura vai consolidar um modelo aplicável a outras plantas isoladas da região norte, servindo de referência para futuros projetos de hibridização no setor.

Com informações de CPG Click Petróleo e Gás.

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