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Energia· 11 de outubro de 2026· 2 min de leitura

Usina Henry Borden faz 100 anos com queda de 720 metros e 889 MW

Marco da engenharia nacional na Serra do Mar, a histórica hidrelétrica opera hoje como reserva estratégica do sistema elétrico.

Por Rafael Barcelar· Engenheiro (CREA-MG)
Usina Henry Borden faz 100 anos com queda de 720 metros e 889 MW

A Usina Hidrelétrica Henry Borden completou seu centenário de operação na Serra do Mar, em São Paulo, mantendo marcas impressionantes de engenharia. O complexo utiliza uma queda d'água monumental de 720 metros de desnível, fazendo com que a água despenque em direção às turbinas a uma velocidade de 400 quilômetros por hora.

Construída em uma época de intensa expansão industrial no estado, a obra representou um desafio monumental para os engenheiros devido às características topográficas da escarpa da serra. A água captada no alto do planalto é conduzida por um sistema complexo de represas e túneis até despencar sobre os geradores instalados na base, em Cubatão.

Com uma capacidade instalada total de 889 MW, a usina deixou de ser a principal fonte de base energética para assumir um papel estratégico de ponta e reserva no sistema elétrico atual. Sua capacidade de resposta rápida para entrar em operação atende a picos de demanda e garante estabilidade à rede em momentos críticos.

O projeto original exigiu soluções pioneiras em escavação de rocha, blindagem de dutos forçados e fundações em encosta íngreme. A engenharia civil e mecânica aplicada no empreendimento na década de 1920 serviu de escola para grandes obras hidrelétricas que o país construiria nas décadas seguintes.

Desafios de engenharia

A operação centenária exige manutenção constante e rigorosa em seus condutos forçados e casas de força subterrâneas e semi-subterrâneas. Engenheiros e equipes de manutenção lidam com o desafio de preservar a eficiência operacional de ativos centenários alinhados às exigências modernas de segurança de barragens e estabilidade de taludes na serra.

Para o setor de infraestrutura, o centenário de Henry Borden reforça a durabilidade de grandes obras quando submetidas a planos contínuos de engenharia de manutenção. A gestão de ativos com essa longevidade dita o padrão para a preservação do parque gerador nacional em termos de confiabilidade e segurança operativa.

Com informações de CPG Click Petróleo e Gás.

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