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Energia· 18 de outubro de 2026· 2 min de leitura

Usina solar de 70 MW na Bahia vai abastecer o Metrô de São Paulo

Empreendimento fotovoltaico tem operação comercial prevista para 2027 e geração estimada de 144 milhões de kWh por ano.

Por Rafael Barcelar· Engenheiro (CREA-MG)
Usina solar de 70 MW na Bahia vai abastecer o Metrô de São Paulo

As obras de implantação de uma nova usina solar fotovoltaica no estado da Bahia começaram oficialmente, com foco no fornecimento de energia limpa para a operação de transporte sobre trilhos na região Sudeste. O projeto, liderado por capital chinês, contempla uma capacidade instalada de 70,8 MW e destinará a eletricidade gerada diretamente para o consumo do Metrô de São Paulo a partir de 2027.

A iniciativa faz parte de estratégias corporativas para garantir o suprimento energético de grandes redes de infraestrutura urbana por meio de fontes renováveis de longo prazo. Com a conclusão do canteiro e a entrada em operação comercial da planta prevista para daqui a três anos, o volume de geração anual projetado é de aproximadamente 144 milhões de kWh, montante que será injetado no sistema elétrico para suprir a demanda da companhia paulista.

A escolha por contratos de longo prazo no mercado livre de energia reflete uma tendência crescente entre gestores de grandes sistemas de transporte público, que buscam blindar suas operações contra a volatilidade das tarifas de eletricidade. O uso de geração descentralizada de grande porte, conectada via rede básica, mitiga riscos orçamentários operacionais e reduz a pegada de carbono associada à tração dos trens metropolitanos.

Para o setor de engenharia elétrica e de construção civil pesada, o empreendimento movimenta a cadeia de montagem de parques solares de grande escala no Nordeste brasileiro, exigindo infraestrutura de transmissão dedicada e subestações elevadoras. A execução da obra envolve terraplanagem, cravação de estruturas metálicas de suporte para os painéis, lançamento de cabos de média e alta tensão e comissionamento de inversores de grande porte.

A entrega técnica e o início da operação em 2027 estabelecem o marco para que gestores públicos cumpram metas de sustentabilidade sem comprometer a eficiência financeira das redes de alta capacidade. Acompanhar a curva de execução deste tipo de contrato de fornecimento energeticamente descentralizado tornou-se exigência padrão para o planejamento de grandes infraestruturas urbanas no país.

Com informações de CPG Click Petróleo e Gás.

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