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Energia· 17 de setembro de 2026· 2 min de leitura

Vila nos EUA ativa usina solar flutuante de 6 MW em reservatório

Instalação em Ohio construída pela D3Energy torna-se a maior usina solar flutuante do estado americano e uma das cinco maiores do país.

Por Rafael Barcelar· Engenheiro (CREA-MG)
Vila nos EUA ativa usina solar flutuante de 6 MW em reservatório

A desenvolvedora D3Energy concluiu a energização de um sistema solar flutuante com capacidade de 6 MW instalado em um reservatório municipal em Monroeville, no estado americano de Ohio. A estrutura fotovoltaica sob a água representa a maior planta desse tipo em operação no estado e figura entre as cinco maiores de toda a extensão dos Estados Unidos. O projeto surge em um contexto regulatório desafiador, marcado por restrições impostas por condados locais à energia solar em solo.

A expansão da tecnologia flutuante, conhecida no setor como FPVS, ganha espaço justamente para contornar limitações de uso do solo. Cerca de um terço dos 88 condados de Ohio aplicaram restrições a projetos solares de escala utilitária desde que uma legislação estadual aprovada em 2021 concedeu essa autonomia aos governos locais e distritais. Diante da escassez de áreas livres e da oposição rural ao uso de terras agrícolas para a geração de energia, o aproveitamento de lâminas d'água em reservatórios municipais desponta como alternativa técnica viável para a transição energética.

Engenharia de flutuação e eficiência

Do ponto de vista de engenharia, sistemas fotovoltaicos flutuantes exigem projetos estruturais específicos para ancoragem e amarração, capazes de resistir a variações no nível da água e a cargas de vento sem comprometer os módulos ou a integridade do reservatório. Além da vantagem de preservar o solo para outras finalidades, as usinas sobre a água contam com o efeito de resfriamento natural proporcionado pelo espelho d'água, o que eleva a eficiência operacional das placas fotovoltaicas em comparação com instalações tradicionais em terra firme.

Para os profissionais de engenharia e gestores de infraestrutura, o avanço de plantas flutuantes em reservatórios públicos demonstra a viabilidade de integrar geração de energia limpa a infraestruturas hídricas existentes. O modelo reduz a necessidade de supressão de vegetação ou aquisição de grandes glebas de terra, embora exija estudos rigorosos de impacto ambiental e de batimetria para garantir a estabilidade das plataformas ancoradas a longo prazo.

Com informações de Solar Power World (EN).

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